Fittipaldi teme possibilidade de ver Brasil fora do grid da F1 em 2017 e põe México como exemplo na formação de pilotos

Embaixador do GP do México, Emerson Fittipaldi afirmou que o país, por meio da Escudería Telmex e de Carlos Slim, vem trabalhando com excelência da formação dos seus pilotos. Em contrapartida, o bicampeão do mundo disse que teme ver o Brasil sem um piloto no grid em 2017 e entende que, se não houver brasileiro no ano que vem, “será complicado para voltar”

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Primeiro brasileiro a se sagrar campeão mundial de F1, Emerson Fittipaldi está preocupado com o futuro do seu país-natal no automobilismo. Com a aposentadoria de Felipe Massa ao fim da temporada 2016, Felipe Nasr surge como o único brasileiro com chances de estar no grid no ano que vem, mas o futuro do brasiliense ainda é uma incógnita. Na visão de Fittipaldi, o fato é que tudo é reflexo do descuido do Brasil na formação de novos pilotos. Em contrapartida, o bicampeão entende que o México tem feito um bom trabalho com seus jovens talentos, num projeto impulsionado pelo bilionário empresário Carlos Slim: a Escudería Telmex. 
 
“Acho que o Brasil está passando por um problema financeiro, político e econômico muito difícil. Sinto que o México fez, nos últimos 15 anos, o que o Brasil não fez. A Escudería Telmex criou um canal de possibilidade para que um menino vá do kart até à F1”, analisou o ex-piloto em entrevista à versão latino-americana do site ‘Motorsport.com’.

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Emerson Fittipaldi se mostrou preocupado com o futuro do Brasil na F1 (Foto: Getty Images)
Sergio Pérez e Esteban Gutiérrez, atuais representantes do México na F1, são patrocinados pelas empresas de Slim. A Escudería Telmex, projeto concebido para desenvolver novos talentos do país no automobilismo, vem rendendo frutos, sobretudo com Pérez, dono de sete pódios no Mundial. 
 
Em contrapartida, Fittipaldi, embaixador do GP do México de F1 — prova que acontece neste fim de semana —, entende que o Brasil se descuidou da formação de pilotos, e isso se reflete na escassez de bons nomes nas principais categorias do esporte a motor ao redor do mundo.
 
“Quando Ayrton Senna morreu, tivemos um baque, houve muito desamino, se perdeu a motivação para os jovens para começar o sonho da F1. Há muito talento no Brasil no kart, nas categorias menores, que têm chance de chegar à F1”, comentou Emerson, que colocou na lista seu neto e também o filho caçula do tricampeão mundial, Nelson Piquet. “Temos um Pietro [Fittipaldi], um Pedro Piquet, que estão perto. Vai ser uma pena não ter um brasileiro na F1”, comentou.
 

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Na visão de Emerson, se o Brasil não tiver um representante na F1 em 2017, “vai ser complicado para voltar, mas ao mesmo tempo pode abrir mais portas. O importante é ter um brasileiro depois de tantos anos na F1. Espero que consiga”, disse o ex-piloto.

 
“A história de não apoiar, de não fazer investimentos neste programa desde pequeno, desde o kart, nos afetou. Há muitas coisas que vamos ter de mudar no futuro. Espero um Brasil muito melhor para o futuro, com mais honestidade, mais integridade, mais orgulho do país, o que se perdeu. Infelizmente, é um momento muito difícil para o Brasil, e é uma pena”, finalizou o bicampeão.
 
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