Nesse cenário, Márquez tem de somar Motegi à longa lista de circuitos onde já venceu na classe rainha e ainda torcer por revezes de Valentino Rossi e Jorge Lorenzo, já que o #46 não poderia passar de 15º, com o espanhol ficando longe do pódio.
Marc Márquez ficou mais perto do título após vitória em Aragão (Foto: GEPA pictures/Gold & Goose)-25091698011
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Além da conta complicada, o histórico não está ao lado do #93. Desde que subiu para a MotoGP, Marc só não venceu em dois circuitos: Motegi e Red Bull Ring — que entrou no calendário neste ano. Lorenzo, por sua vez, está no pódio japonês desde 2010 e a última vez que conquistou algo pior que o quarto posto foi em 2008, ano de estreia no certame.
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Do lado de Rossi, a diferença é grande também. O italiano completou 15 das 17 corridas que fez em Motegi e soma nove pódios e duas vitórias no traçado de propriedade da Honda. Além disso, o GP do Japão será o 344º da carreira de Rossi, que nunca recebeu a bandeirada em 15º. O #46 ficou fora do top-10 em apenas 13 corridas e a única vez em que recebeu a bandeirada fora da zona de pontuação foi no caótico GP da França de 2009, quando ficou com o 16º posto.
Mas o resultado da dupla da Yamaha não é a única ameaça à conquista antecipada do espanhol. Companheiro de HRC, Dani Pedrosa é o piloto mais bem sucedido na pista de Motegi, onde já venceu cinco vezes — três na MotoGP, uma nas 250cc e uma nas 125cc.
Embora venha em uma temporada difícil, complicada pela árdua adaptação aos pneus Michelin, Pedrosa já mostrou algumas vezes ao longo da carreira que tem capacidade para reagir e brigar pela ponta.
Além do #26, Maverick Viñales também pode dificultar a vida do líder do Mundial. A GSX-RR melhorou sua performance desde o teste de Brno e, se tiver uma boa aderência, o jovem piloto pode deixar sua marca no Japão naquele que será seu centésimo GP no Mundial. A Suzuki, aliás, foi dominante em Motegi em 1999 e 2000, anos em que Kenny Roberts Jr. subiu ao topo do pódio nas 500cc.
Valentino Rossi terminou 15 das 17 provas que fez em Motegi (Foto: Yamaha)
Normalmente, Michele Pirro seria escalado para substituir o italiano, mas o piloto de testes da fábrica de Bolonha tem um compromisso importante neste fim de semana: provar o protótipo de 2017 da Desmosedici.
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Além disso, a Ducati não vem em um bom momento. O time italiano caiu de produção desde a vitória de Iannone na Áustria e ficou fora do top-10 pela primeira desde o GP da França de 2008 em Aragão, com Dovizioso recebendo a bandeirada apenas em 11º.
Última das fábricas no grid da MotoGP, a Aprilia ainda está muito longe de brigar pelo pódio, mas vem apresentando melhora ao longo do ano. No MotorLand, Álvaro Bautista recebeu a bandeirada com 23s071 de atraso para Márquez, a menor diferença entre uma moto de Noale e o vencedor em uma corrida com a distância completa.
De volta à MotoGP em 2016, a Michelin — num esforço logístico tremendo, com mais de 4 mil pneus despachados da fábrica francesa para as três últimas provas da temporada —, levou para o Japão os compostos dianteiros macios, médios e duros, e traseiros assimétricos — com a borracha mais resistente do lado direito do pneu — macios e médios.
Caso seja necessário, os pilotos também terão a opção de usar os pneus intermediários e dos macios e médios de chuva. A previsão do tempo, entretanto, não é das piores: a chance de chuva é de 30%. Na sexta-feira e no domingo, os meteorologistas indicam céu nublado com períodos de abertura, com o sábado apresentando céu limpo com períodos de abertura. A temperatura varia entre nove e 20°C.
Moto2
Ao contrário do que acontece na MotoGP, a situação do campeonato na Moto2 está para lá de indefinida. Johann Zarco tem a liderança da disputa, mas com apenas um ponto de vantagem para Álex Rins. Terceiro na tabela, Sam Lowes tem 40 pontos a menos que o ponteiro.
O piloto da Ajo teve uma bela sequência em meados da temporada — vencendo quatro vezes em cinco corridas —, mas caiu de produção e viu Rins encostar na tabela, mesmo um pouco ‘capenga’ — o espanhol sofreu com uma fratura na clavícula e também com gastroenterite.
Correndo por fora, Lowes deu a volta por cima com um triunfo em Aragão, mas mesmo com 40 pontos a menos que Zarco, segue confiante de que pode brigar pelo título.
Em um período tão movimentado do Mundial, a briga pelo título pode ter capítulos decisivos nessa sequência de Japão, Austrália e Malásia. Em termos de histórico, Zarco conquistou o título do ano passado em Motegi, enquanto Rins não tem pódios no traçado japonês. Lowes, por sua vez, tem um oitavo lugar e uma queda no circuito.
Moto3
Mais atrás, a briga pelo quarto posto envolve também a disputa pelo rótulo de melhor estreante. Joan Mir ocupa a quarta colocação também quatro pontos à frente de Nicolò Bulega. Fabio Di Giannantonio vem em sexto, apenas dois pontos atrás do piloto da Red Bull KTM Ajo. Sétimo, Francesco Bagnaia tem apenas um ponto a menos que o #4.
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