Após dois anos no Mundial de Moto3, Granado desce um degrau e disputa Campeonato Europeu de Moto2 em 2015
Eric Granado anunciou nesta segunda-feira (19) que vai disputar o Campeonato Europeu de Moto2 na temporada 2015. Brasileiro vai defender a equipe Promoracing
Depois de dois anos no Mundial de Moto3, Eric Granado anunciou nesta segunda-feira (19) que vai descer um degrau e disputar o Campeonato Europeu de Moto2. Brasileiro vai vestir as cores da equipe Promoracing.
O Europeu de Moto2 é a nova nomenclatura do CEV – Campeonato Espanhol de Velocidade, maior celeiro de pilotos da atualidade. Em novembro passado, durante a assembleia geral, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) decidiu ampliar o papel do certame regional, transformando a categoria Moto3 em Mundial Júnior e as classes Moto2 e Superbike em campeonatos europeus.

Após dois anos, Eric Granado vai deixar o Mundial de Motovelocidade (Foto: LaGlisse)
“Estou feliz de poder divulgar que em 2015 vou participar do Campeonato Europeu na categoria Moto2, com a equipe Promoracing’, anunciou Eric. “Na vida, muitas vezes fazemos escolhas visando o futuro, e entendo que este é o melhor caminho para minha carreira”, avaliou.
“Estou muito motivado para este novo desafio nesta nova categoria com motos de 600cc e regulamento idêntico ao do Mundial, inclusive pneus”, ressaltou. “Com isso permanecerei próximo das equipes do Mundial, afinal muitas delas disputarão este novo campeonato. Dependendo dos resultados, poderemos participar de algumas etapas do Mundial como convidados”, explicou.
Além da mudança de categoria, o piloto também deixará de exibir o tradicional #57 e vai correr usando o #51.
“Não vou poder usar meu tradicional número 57 neste ano, ao menos na Europa, pois Edgar Pons, filho do Sito Pons, já registrou o número”, explicou. “Voltarei a usar meu antigo 51, com o qual venci vários campeonatos no passado. Viajo daqui duas semanas para a Europa e de lá faremos a apresentação formal da equipe”, continuou.
Pai do piloto, Marco Granado explicou que o filho até teve algumas opções para seguir no Mundial, mas precisava de um aporte financeiro que não tem.
“As possibilidades de permanecer no Mundial por mais um ano e de retornar para a categoria Moto2 eram boas, mas exigiriam de nós um investimento para o qual não estamos preparados ainda”, relatou Marco. “Seria irresponsabilidade nossa assinar no risco e não termos toda a verba para o ano”, ponderou.
“O Eric construiu uma excelente imagem junto às equipes nestes pouco mais de dois anos de Mundial e nós não podíamos colocar isso em risco”, observou.

Eric Granado não descarta correr o Brasileiro de Motovelocidade (Foto: LaGlisse)
O Campeonato Europeu é composto por oito etapas, totalizando 11 baterias. Assim, Eric também considera a possibilidade de disputar o Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, o Moto 1000 GP, na categoria GP 600.
“Será muito bom para mim. Assim teria um maior número de provas para disputar no ano”, considerou Granado. “Além do nível do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade estar cada vez mais alto, seria também uma ótima maneira de dar retorno aos meus patrocinadores pessoais”, concluiu.
O Campeonato Europeu de Moto2 começa no dia 26 de abril, em Portimão, no Algarve. Depois disso, o certame passa por Le Mans, Catalunha, Aragão, Albacete, Navarra e Jerez, até terminar a temporada em 15 de novembro, em Valência.
O Moto 1000 GP, por sua vez, ainda não divulgou sua programação para a temporada 2015.

MUDOU DE IDEIA
Embora sempre tenha se posicionado contra o descongelamento do desenvolvimento dos motores na F1, Toto Wolff, chefe da Mercedes, acredita que a decisão da FIA vai favorecer os atuais campeões no futuro, porque agora vão ter a chance de aperfeiçoar o já poderoso motor V6, além do próprio carro, e isso vai representar uma grande vantagem frente aos adversários, especialmente se levar em conta o domínio que a equipe alemã impôs durante a temporada 2014.
No início deste mês, a entidade que rege o esporte reconheceu que havia, de fato, uma brecha no regulamento que limitava a evolução das unidades de força e acabou acatando o pedido de Ferrari e Renault para a regra fosse revista. A única fornecedora de motor que está fora da nova diretiva técnica é a Honda, que vai entregar motores à McLaren neste ano.

ABERTA A MUDANÇAS
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) disse que está aberta a ajustes com relação ao novo sistema para a obtenção da superlicença na F1, especialmente se ficar clara a necessidade de alguma alteração no que diz respeito às categorias de base.
Como parte de um esforço para reforçar os critérios para a aquisição da licença obrigatória da F1, a entidade máxima do automobilismo implantou uma idade mínima para os pilotos, além da exigência de 40 pontos somados em campeonatos de acesso. Porém, as categorias escolhidas e a pontuação atribuída a elas tem causado controvérsia, principalmente por causa da F-2, que sequer existe e que possui o valor máximo em pontos.

TEM APELO
Fornecedora única de pneu na F1, a Pirelli entende que o retorno de pneus mais largos na F1 para os próximos anos pode ajudar a aumentar o espetáculo e tornar as corridas mais atraentes.
Tanto a FIA quanto as equipes, atualmente, trabalham em propostas que tornem o esporte mais emocionante e que dificultem mais a vida dos pilotos. Entre as sugestões estudadas, está o aumento na largura dos pneus, o que ajudaria a melhorar a aderência dos carros em curvas. Motores de 1.000 cv também estão na pauta.
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