Diretor diz que Lotus sentiu perda de engenheiros em 2014, mas garante: “Vamos voltar ao Q3 e aos pódios”

De 315 pontos em 2013 a apenas dez em 2014: a Lotus errou feio a mão no projeto do carro da última temporada, mas o diretor de operações de pista Alan Permane está certo de que a história será bem diferente no campeonato de 2015

A Lotus não demorou para perceber que o ano de 2014 estava perdido, e o diretor de operações de pista Alan Permane acredita que o fator determinante para a péssima temporada do time foi a perda de importantes membros do estafe técnico.

O principal deles foi o diretor-técnico, James Allison, que assumiu a mesma função na Ferrari. Entre outros funcionários que partiram para escuderias rivais, o aerodinamicista Dirk de Beer também saiu para Maranello.

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Permane elogiou o trabalho do novo diretor-técnico, Nick Chester, mas ressaltou que demora para uma nova equipe começar a trabalhar com mais efetividade. E acredita que, em 2015, a historia será diferente.

A Lotus viveu um ano bem difícil em 2014 após até vencer uma corrida em 2013 (Foto: Beto Issa/F1 GP Brasil)

“Ninguém é insubstituível, mas leva tempo para os substitutos emplacarem. O departamento aerodinâmico anterior trabalhou junto por cinco ou seis anos e estava fazendo coisas muito boas. Parar repentinamente afeta as coisas. Mas temos um grande túnel de vento e uma excelente fábrica em Enstone. Não há razão para não voltarmos ao patamar correto”, declarou Permane em entrevista à revista inglesa ‘Autosport’.

O diretor destacou que um dos principais problemas do E22 foi exatamente a aerodinâmica. “Mudamos no carro do próximo ano e já podemos ver ganhos significativos no túnel de vento”, disse.

“Não vamos falar que vamos chegar e bater a Mercedes e a Red Bull, times que tem duas vezes mais funcionários que o nosso, mas estamos confiantes de que vamos voltar com regularidade ao Q3 e aos pódios”, afirmou.

O time também espera extrair bastante mudança a partir da mudança de motor: sai o V6 turbo da Renault e entra o da Mercedes, inquestionavelmente o melhor da atual geração. Em 2014, apenas dez pontos foram somados, graças a oitavos lugares de Romain Grosjean na Espanha e em Mônaco e ao nono posto de Pastor Maldonado no GP dos Estados Unidos.

FORTES DEMAIS
Apesar da má fase, a Ferrari pode, sim, reagir e passar a representar uma ameaça em breve. É o pensamento de Toto Wolff, diretor-executivo da Mercedes, que alertou para a força da parceria formada com o recém-contratado Sebastian Vettel. A Ferrari, por toda a estrutura e tradição que tem, com Vettel, um tetracampeão, vão dar juntos início a um novo ciclo, e é de se esperar, na visão de Wolff, que o time consiga um resultado melhor do que o da temporada 2014.

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HÜLK: CARROS FICARAM MAIS DIFÍCEIS EM 2014
A temporada de Nico Hülkenberg foi até acima do esperado. O piloto da Force India pontuou nas dez primeiras provas do ano e foi o principal chamariz da equipe em sua melhor temporada desde que foi criada. Mas as coisas não foram tão tranquilas com o novo V6 turbo. Segundo Hülkenberg, guiar o carro que a F1 passou a usar em 2014 é mais difícil que os impulsionados pelos V8 aspirados que eram utilizados até 2013. Para o alemão tem sido mais complicado guiar em 2014 especialmente por causa da diminuição de downforce.

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MELHORES DO ANO
 
E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.

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