Montagny é pego com derivado de cocaína em exame antidoping após prova da Malásia da F-E

O francês Franck Montagny, que foi alvo de reclamações de Nick Heidfeld após um acidente no ePrix da Malásia, foi pego no exame antidoping com um derivado de cocaína e está suspenso preventivamente das pistas. Piloto assumiu a responsabilidade e disse que carreira talvez tenha acabado

O francês Franck Montagny, que começou a temporada inaugural da F-E defendendo a equipe Andretti, foi pego no exame antidoping após a etapa da Malásia e está suspenso preventivamente das pistas até ser julgado pela FIA. O piloto foi flagrado com um derivado de cocaína no organismo. A revelação foi feita pelo próprio em coluna no jornal francês 'L'Equipe'.

Montagny assumiu o erro e revelou que, ao ser chamado pelo fiscal da agência antidoping após a corrida nas ruas de Putrajaya sabia que estava em uma situação delicada.

Franck Montagny foi pego no exame antidoping na segunda etapa da F-E (Foto: Getty Images)

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"O automobilismo talvez tenha acabado para mim. Depois da corrida, eu vi o cara que faz os testes apontando para mim. Ali, na minha cabeça, eu sabia imediatamente. Sabia que estava acabado. Eu cometi um erro, sou culpado", escreveu o piloto de 36 anos no jornal 'L'Equipe'.

Na corrida malaia, Montagny foi alvo de polêmica devido a um acidente com Nick Heidfeld, que reclamou bastante após a prova. "Todos nós sabemos que Montagny é um pouco maluco, o que normalmente é bom entretenimento e bom show. Mas, às vezes, infelizmente, significa que o oponente acaba empurrado para fora e em cima dos pneus, como eu fui", bradou o alemão na ocasião.

Montagny não disputou a terceira etapa da categoria, em Punta del Este, alegando motivos de saúde. Matthew Brabham ocupou seu lugar no carro da Andretti. Antes, na etapa inaugural, em Pequim, Montagny completou na segunda posição, atrás somente do brasileiro Lucas Di Grassi.

“Hoje eu posso dizer que estive na F1, corri na F1. Corri no endurance, venci corridas. Não fui campeão, é verdade, mas eu fui o mais rápido. Às vezes corri com a perna quebrada, costelas quebradas, sem falar nada, sem que afetasse a minha performance porque, uma vez que colocasse o capacete, eu estava bem”, acrescentou.
 
Na F1, Montagny disputou sete GPs com a Super Aguri em 2006 após a cassação da superlicença de Yuji Ide. Os melhores resultados foram 16º lugares nos GPs de Mônaco e da França. Antes disso, já havia sido piloto de testes da Renault e da Jordan. Em 2014, além da F-E, Montagny também disputou o GP de Indianápolis da Indy com a Andretti, abandonando após 47 voltas devido a um acidente.
 
PAZ E AMOR

Ao GRANDE PRÊMIO, Nelsinho Piquet falou do ano cheio que viveu em 2014 e da adaptação às diferentes categorias que disputou nesta temporada. O brasileiro de 29 anos se disse um apaixonado por pilotar e que apenas procura um “ambiente em que possa se divertir, sem ficar estressado”

“A verdade é que quanto mais experiência você possui, melhor você consegue se adaptar a outros tipos de carros", declarou o piloto.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

O ÚLTIMO CAMPEÃO

Há um ano e meio, Jacques Villeneuve, o último piloto campeão pela Williams, mostrava-se bastante receoso quanto ao futuro do time. Hoje, o pensamento do canadense é diferente — ainda que ele fale da transformação da equipe com alguma cautela. Em entrevista exclusiva à REVISTA WARM UP, em julho de 2013, Villeneuve dissera que, “no momento em que uma equipe passa a ter pilotos pagantes, está acabado”. O pensamento do piloto é direto: ter bons pilotos é que atrai os bons patrocínios. Neste ano, com Felipe Massa se juntando a Valtteri Bottas, a equação mudou, e o campeão de 1997 avaliou a nova fase do time.

Leia a entrevista com Villeneuve na REVISTA WARM UP.

MELHORES DO ANO
 
E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.

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