Insatisfeito com regras dos motores, chefe da Red Bull pede mudança e diz que Renault pode deixar F1

Chefe da Red Bull, Christian Horner voltou a cobrar uma mudança no regulamento da F1. Dirigente avaliou que se os custos de desenvolvimento dos motores permanecerem altos como são agora, a Renault e outras fábricas podem deixar o esporte

Christian Horner ainda não engoliu as mudanças nos motores da F1. Na visão do chefe da Red Bull, as atuais regras dos propulsores V6 turbo podem afastar fabricantes do Mundial.
 
Recentemente, o rubro-taurino sugeriu que a F1 abandonasse os V6 e voltasse a usar os motores V8, mas a ideia foi rejeitada por Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).
Chefe da Red Bull, Christian Horner chega à pista de Abu Dhabi (Foto: Getty Images)
No outro corner do ringue da F1, a Mercedes afirma que deixará o esporte se o regulamento for novamente alterado para atender as queixas dos times que não tiraram proveito do novo código do campeonato.
 
“Se o custo de desenvolvimento ficar como está, não vamos atrair novos fabricantes ao esporte e podemos afastar os atuais fabricantes”, observou Horner. 
 
Ao jornal espanhol ‘El Confidencial’, Christian foi ainda mais longe e afirmou que a Renault está entre as fábricas que podem deixar a F1.
 
“Se as coisas forem deixadas como estão, Renault e uma ou duas fábricas podem ser forçadas a sair”, declarou. “Precisamos fazer o que é melhor para o esporte acima do que é melhor para uma única fábrica”, defendeu.
 
A postura de Horner em relação aos motores V6 resultou em acusações de que ele estaria defendendo mudanças para beneficiar a Red Bull, mas o dirigente assegura que apenas está pensando na sustentabilidade da F1.
 
“Acho que globalmente os índices de audiência caíram e, no geral, o interesse também. Esses motores não são os melhores ‘motores de corrida’ que podemos fazer”, opinou. “Não podemos nos dar ao luxo de deixar assim para 2016. Nós precisamos reduzir a quantidade de comunicação [com o piloto] que é necessária para a gestão de energia para que o piloto volte a ser quem pilota o carro”, continuou.
 
Chefe da Mercedes, Toto Wolff logo reagiu à declaração do rival, avaliando que ele não deveria falar em nome da Renault.
 
“Talvez Christian esteja falando mais sobre o seu time do que sobre a Renault”, encerrou Horner.
KMAG ou JB?

A próxima quinta-feira (4) tende a ser decisiva para a McLaren definir sua vida para 2015. É a data em que está marcada uma reunião de sua cúpula para deliberar quem vai ser o companheiro de Fernando Alonso — de quem não há dúvida alguma sobre o futuro na F1. À mesa, vão estar dois homens, dentre outros, para resolver uma briga de foice: Ron Dennis, que nos últimos anos voltou com força e ambição ao comando da McLaren, mas ainda é acionista minotário; e Mansour Ojjeh, detentor de 40% dos papéis da equipe.

Kevin Magnussen ou Jenson Button? Leia a reportagem no GRANDE PRÊMIO.

(DES)ORGANIZAÇÃO DAS 6HSP

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Piloto à parte, o trabalho de Emerson Fittipaldi como promotor das 6 Horas de São Paulo, do WEC, deixou a desejar na terceira edição do evento. Leitores do GRANDE PRÊMIO que compareceram ao autódromo se queixaram de uma série de problemas na organização, que também não satisfez plenamente a FIA.

Em geral, o público se queixou que a organização dentro do complexo de Interlagos era deficiente. As filas eram confusas e pouco respeitadas, a visitação aos boxes foi fechada antes do previsto, bem como eram fracas a checagem dos ingressos na entrada das arquibancadas e as revistas na chegada ao circuito.

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UM CARA DE SORTE

Mark Webber avaliou que foi um “cara de sorte” no acidente que sofreu na hora final das 6 Horas de São Paulo, a etapa do Brasil do Mundial de Endurance. No último domingo (30), o australiano se enroscou com a Ferrari de Matteo Cressoni na curva do Café e acabou destruindo o protótipo #20 da Porsche. Webber sofreu uma concussão e não tem memória do acidente, mas escapou sem maiores lesões — só se queixou de fortes dores de cabeça.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

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