Ferrari minimiza aumento de custos e defende que motores passem por evolução durante temporada

A possibilidade de evolução dos motores com a temporada em andamento agrada grande parte do grid. Enquanto a Ferrari apoia a ideia, a Mercedes mostra resistência, alegando aumento sensível de custos

Uma das principais discussões do momento na F1 envolve os motores. Nesta quinta-feira (9), mais uma vez, a possibilidade de evolução dos motores durante o campeonato entrou em pauta. A Ferrari, que passa por dificuldades com os motores o ano inteiro, espera pela liberação para se recuperar. Alegando um acentuado aumento nos custos, a Mercedes se opõe à proposta defendida pelo time italiano.
 
Algumas equipes, como a Ferrari, esperam que os times não fiquem limitados a mexerem nos motores apenas no inverno, na pré-temporada. A ideia de liberar as equipes para buscarem a evolução dos motores já foi colocada na pauta do encontro entre equipes e autoridades nesta sexta-feira em Sochi, mas a Mercedes já se manifestou contrariamente, considerando que o crescimento nos gastos poderia ser prejudicial à categoria.
 
Marco Mattiacci, chefe da Ferrari, falou à revista inglesa ‘Autosport’ que a F1 pede sempre por evoluções.
 
“Do ponto de vista das equipes, trabalho na Ferrari e, nossa meta principal, é acertar o motor. A F1 cobra melhorias e uma constante evolução”, disse.
Marco Mattiacci defendeu que os gastos não aumentariam com as novas regras (Foto: Getty Images)
O italiano acredita que a liberação da evolução dos motores seria benéfica para todos da categoria.
 
“Penso que a ideia seria boa para todo mundo. Para as equipes menores, seria uma boa oportunidade para marcar mais pontos”, declarou.
 
O chefe da escuderia italiana defendeu que os custos não aumentariam, já que os times trabalham nos motores durante o ano inteiro, ainda que não possam aplicar as mudanças na temporada.
 
“Nós estamos trabalhando para buscar evoluções no nosso motor agora, durante o campeonato, ainda que não possamos aplicar neste ano. Portanto, não vejo como os custos subiriam”, explicou.
 
O italiano fechou dizendo que imagina motores ainda mais bem desenvolvidos, sem aumento dos custos.
 
“Na verdade, penso que poderíamos desenvolver o motor de uma forma ainda melhor com a nova regra”, concluiu.
 
A Ferrari é apenas a quarta colocada no Mundial de Construtores de 2014, com 178 pontos. A Mercedes, que defende a manutenção das regras atuais, lidera com 522. 

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