‘Volare’: GP da Itália adia embate e esfria rivalidade com erros de Rosberg e vitória quase perfeita de Hamilton

O GP da Itália teve boas ultrapassagens, alguns sustos, mas, acima de tudo, serviu para esfriar a briga entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, especialmente depois do imbróglio entre ambos em Spa-Francorchamps. O confronto direto entre ambos não aconteceu e os erros de Rosberg deixaram clara a pressão sobre a qual o alemão correu

Pode-se dizer que o GP da Itália deste domingo (7) foi dividido em pequenos capítulos isolados, quase como aquele livro de contos. O primeiro grande episódio era cercado de grande expectativa por conta de seus dois protagonistas.
 
Vindos de uma semana atribulada, ainda marcada pelo confronto e pela puxada de orelha da Mercedes depois dos acontecimentos em Spa-Francorchamps, Lewis Hamilton e Nico Rosberg se viram compartilhando a primeira fila do grid em Monza, sob enorme pressão. O que aconteceria a seguir, quando as luzes se apagassem? A apertada primeira chicane seria o cenário desse primeiro grande duelo. Só que a história é caprichosa. E o pole Lewis não saiu bem da posição de honra, adiando, portanto, a batalha.
 
Um problema eletrônico o impediu de saltar à frente e o deixou encaixotado entre as Williams e uma McLaren. Rosberg, por sua vez, aproveitou mais uma chance dada pelo colega e assumiu a liderança. Só o inglês queria mesmo a redenção. E não deixou se abalar. Usando o que a Mercedes lhe deu de melhor, partiu para cima, ultrapassando Kevin Magnussen e depois Felipe Massa — nesse meio tempo, Nico, percebendo a reação do rival, errou a primeira vez.
Lewis Hamilton (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
  GRANDE PRÊMIO 'in loco' em Monza
   
   NA PRESSÃO E NA RAÇA
Hamilton aproveita erro de Rosberg para vencer na Itália. Massa consegue pódio
   
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Uma vez em segundo, Hamilton passou a pressionar ainda mais. Mas só conseguiria o objetivo depois dos pit-stops, já na metade final da prova. E a liderança veio depois de um novo erro de Rosberg. De novo, por conta da pressão imposta por Hamilton.

 
Os erros de Nico, na verdade, ajudaram acalmar os ânimos na Mercedes, esse é a verdade. E o alívio pôde ser sentido nas palavras do chefe Toto Wolff, que tratou o resultado como perfeito para o time.
 
O tão esperado confronto não aconteceu. E os dois terminaram a corrida sem ter de falar um do outro. Nico apenas lamentou as escapadas na primeira chicane e disse que o resultado em si não foi nem um desastre, apesar de admitir que sentiu a pressão.
Nico Rosberg (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O alemão, entretanto, se apoiou na vantagem que ainda tem no campeonato para afastar qualquer chance de abalo psicológico ou especulações da imprensa. Rosberg terminou a coletiva de hoje dizendo, inclusive, que o adversário mereceu o triunfo.
 
Pelo lado vencedor, Hamilton afirmou que usou todas as armas que tinha. Pressionou e queria o embate. E não escondeu que ficou feliz com desfecho dos esforços que teve hoje. Mesmo tirando pouco em relação à diferença no campeonato, a vitória em Monza representou bem mais para Lewis. O inglês sai fortalecido da Itália.
 
Outra história contada é da Williams. Pela manhã, o time inglês confirmou a permanência de Felipe Massa e a renovação de contrato de Valtteri Bottas. À tarde, a equipe celebrava o pódio do brasileiro, o primeiro de 2014. Massa se valeu de uma boa largada e da consistência do FW36 para assegurar o terceiro lugar. Finalmente, uma corrida limpa, disse o piloto, que se emocionou no pódio, quando aplaudido efusivamente pela torcida italiana.
Massa manda beijos para fãs em Monza (Foto: Getty Images)
Colega de Felipe, Bottas também não fez feio. Apesar do confuso início, o finlandês voou na pista. Não perdeu tempo depois de cair para o 11º na primeira volta. Veio passando todo mundo. E ainda evitou um choque com Magnussen. O esforço o pôs em quarto. E o resultado de ambos ajudou a Williams a superar a Ferrari.
 
A Red Bull pode ser vir como um capítulo menor, mas não menos importante. Sebastian Vettel mostrou consistência e permaneceu na quarta posição durante boa parte da prova, mas sucumbiu à melhore estratégia de Daniel Ricciardo, que deu show de ultrapassagens. E, claro, deixou Monza sorrindo. Mais tarde, a equipe austríaca admitiu que a prova italiana se trata apenas de minimizar os prejuízos.
 
Falando em prejuízos, o último episódio fica com a Ferrari. Correndo em casa, a equipe terminou o dia de forma melancólica. Fernando Alonso teve problema com ERS e abandonou pouco antes da metade da corrida. Foi aplaudido também pela torcida, retribuiu o carinho, mas depois não escondeu a decepção. Já Kimi Räikkönen ficou apenas em uma solitária nona posição.
 
Tentando se convencer que há uma luz no fim do túnel, o chefe da esquadra, Marco Mattiacci, ainda entende que há uma forma de melhorar. “Ainda podemos ser competitivos”. A frase levantou algumas sobrancelhas. 

GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' o GP da Itália, 13ª etapa do Mundial de F1, com a repórter Evelyn Guimarães e o fotógrafo Xavi Bonilla. Para acompanhar todo o noticiário, clique aqui.

 

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