Ex-pilotos da F1 na Indy mostram pouca empolgação com Mundial e falam em “perda de essência” por novas regras

Justin Wilson, Takuma Sato, Jacques Villeneuve, Sébastian Bourdais e Juan Pablo Montoya falaram sobre F1 e disseram que a categoria está perdendo sua essência por conta das novas regras de 2014

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Na edição deste ano da Indy 500, cinco dos 33 pilotos classificados já passaram pela F1 e alguns deles não esconderam a pouca empolgação com a categoria, especialmente agora com as novas regras e a adoção dos motores V6 turbo. Embora a própria Indy utilize motores de seis cilindros, mas de maior capacidade, os competidores estranharam o novo barulho dos carros do Mundial. E não pareceram muito satisfeitos com o regulamento do Mundial de forma geral. Para eles, a “F1 está perdendo a essência”.

Piloto da Dale Coyne, Justin Wilson vê pouco o campeonato que disputou na temporada de 2003 e afirmou que o regulamento deste ano não o agradou. Para Wilson, a F1 deveria ser “o máximo das corridas”. “Eu tenho visto a F1, mas não tenho acompanhado tudo. A corrida da Espanha, eu vi pela metade. Particularmente não gostei muito”, disse o inglês ao GRANDE PRÊMIO.

Justin Wilson gostava mais dos motores V10 da F1 (Foto: IndyCar)

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“Eu adorava o som dos V10. A F1 tem perdido um pouco da sua essência, mas parece ser o jeito que o esporte caminha”, completou.

Justin, entretanto, afirmou que não há uma grande diferença entre a F1 e a Indy. “Os carros são diferentes. A maior diferença está no peso; o da Indy pesa mais. E o da F1 é mais violento na mudança de direção e nos freios; o da Indy é muito rápido. A gente aqui não ficou tão longe do que a F1 fez”, acrescentou.

Takuma Sato, que fez parte do Mundial entre 2002 e 2008, foi na mesma linha e também acha que a F1 perdeu um pouco da graça, especialmente por causa das regras deste ano. “Eu assisto, sim, as corridas da F1. Sempre que dá, claro”, contou o piloto ao GP.

“Muita gente disse que os motores agora estão menos barulhentos, que o som é ruim. Muita gente falou que foi preciso, mas acho que poderiam ter feito algo melhor. Porém, esse é o caminho que a F1 escolheu para o futuro, pensando em energias mais limpas. Talvez a gente tenha isso aqui também”, continuou Takuma, que acha, ainda assim, que a “F1 está bastante divertida”.

Com experiência de já ter guiado um Toro Rosso entre 2008 e 2009, Sébastien Bourdais também entende que a F1 está mais artificial. “Eu vejo as corridas quando posso. Mas acho que é difícil falar alguma coisa. É claro que o som é bem diferente, e isso tira um pouco do espetáculo. Mas, às vezes, deixam o esporte artificial demais”, afirmou o piloto de 35 anos.

Jacques Villeneuve, campeão do mundo em 1997, compartilhou da opinião do colega francês. O canadense não gostou das novas regras, mas disse que o campeonato, ao menos, está mais divertido. 

Villeneuve não gostou também da F1 2014 (Foto: IndyCar)

"Está mais divertida que no ano passado, mesmo que apenas uma equipe esteja vencendo. Agora vê humanos mesmo brigando, o que é bom. Mas eu realmente não gosto das novas regras”, acrescentou ao GRANDE PRÊMIO.

Já Juan Pablo Montoya, que andou na F1 por seis temporadas, também não se mostrou afeito ao Mundial, embora “apenas assista às provas”.

GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' as 500 Milhas de Indianápolis com os repórteres Victor Martins e Evelyn Guimarães. Para acompanhar o noticiário completo, clique aqui.

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