29º na “manhosa” pista argentina, Granado explica desafios do traçado sujo: “Não permite o erro”

Eric Granado fechou o primeiro dia de treinos da Moto3 em Termas de Río Hondo na 29ª colocação. Falando com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO, piloto brasileiro explicou que o principal desafio com a pista suja é que ela não permite o erro

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Eric Granado fechou o primeiro dia de treinos da Moto3 na Argentina com o 29º tempo. O piloto brasileiro registrou 1min53s584 na melhor de suas 29 voltas nesta sexta-feira (25) e ficou a 3s217 de Jack Miller, o líder dos exercícios. 
 
Após os treinos, Granado falou com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO e elogiou o traçado de Termas de Río Hondo. O circuito, que foi inaugurado em 2008, foi completamente reformulado para receber o Mundial de Motovelocidade.
Eric Granado contou que já entendeu qual foi o problema desta sexta-feira (Foto: LaGlisse)
“A pista é bem legal, o traçado é bem rápido, bem diferente do que a gente corre normalmente lá fora”, elogiou. “Na verdade, eu achei bem legal por ser aqui na América do Sul, com uma estrutura muito boa comparada com o que a gente tem aqui”, continuou o piloto paulista.
 
“A pista no começo hoje estava bem suja. A gente não conseguiu ter uma sensação boa com os pneus e com a moto durante o treino. A tarde melhorou um pouquinho, mas, mesmo assim, hoje eu não estava me sentindo muito bem em cima da moto”, explicou. “Faz parte. A gente viu o que aconteceu na telemetria e, bom, vamos ver amanhã como é que vai ser.”
 
Questionado sobre o nível de exigência do traçado argentino, Granado explicou que Termas não é uma pista difícil, mas o fato de estar suja acaba dificultando o trabalho dos pilotos. 
 
“É normal, não é tão difícil, mas ela é bem manhosa”, resumiu. “Por estar suja, por não ter muita borracha no asfalto, é uma pista que você não pode errar muito o traçado. Tem que fazer a volta sempre na mesma linha. Se errar um pouquinho, tchau. Perde grip e não consegue ir rápido”, detalhou. 
 
Ainda, Eric, que este fim de semana vai exibir em sua moto a marca de atum Gomes da Costa, um dos braços da espanhola Calvo, explicou que no início dos treinos foi difícil achar o traçado ideal e comentou que a pista da Argentina, da forma como está hoje, não permite o erro. 
 
“No começo a gente não estava conseguindo achar o traçado ideal. Por estar muito sujo, a gente não tinha confiança na pista”, contou ao GP. “Depois, no final, eu achei, mas o problema é que, quando você está tentando melhorar, você acaba errando alguma vez e é o problema de ela estar suja: não permite o erro. Você acaba perdendo a volta”, concluiu Granado.

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