“Não vai mudar muito”: Verstappen minimiza perda de 5 posições no grid em Sóchi
A Honda anunciou que Max Verstappen e Alexander Albon, da Red Bull, e Pierre Gasly, da Toro Rosso, vão perder 5 posições no grid do GP da Rússia por conta da adoção da especificação 4 de motor. Daniil Kvyat, por sua vez, vai largar no fim da fila em Sóchi. Para o holandês, a punição não vai prejudicar tanto no próximo domingo
O fim de semana do GP da Rússia nem começou, mas Max Verstappen já sabe que não vai largar na pole-position em Sóchi no próximo domingo. Na manhã desta quinta-feira (26), a Honda anunciou que Max Verstappen e Alexander Albon, da Red Bull, e Pierre Gasly, da Toro Rosso, vão perder cinco posições no grid, já que a fábrica de Sakura vai instalar a especificação 4 do seu motor. Daniil Kvyat, também da Toro Rosso, vai ter a troca de todos os componentes da unidade motriz, de forma que o russo vai largar no fim da fila da sua corrida em casa.
Verstappen, um dos grandes destaques do campeonato e que aqui e ali desponta como um dos candidatos à pole, entende que o fato de perder cinco posições não vai prejudicá-lo tanto. No ano passado, na mesma Sóchi, o holandês largou ainda mais atrás, abrindo a última fila do grid, em 19º lugar. Max fez grande recuperação e cruzou a linha de chegada em quinto.
“No ano passado largamos do fim do grid, e as ultrapassagens não pareceram um grande problema aqui”, recordou o piloto da Red Bull em entrevista coletiva nesta tarde em Sóchi. “Talvez as equipes do meio sejam um pouco mais competitivas neste ano, mas acho que vai dar tudo certo”, disse.

Max Verstappen minimizou a punição que vai sofrer neste fim de semana na Rússia (Getty Images/Red Bull Content Pool)
Max entende que não se vê como um potencial candidato à posição de honra no grid russo, de modo que a punição não atrapalha tanto nas suas pretensões para a corrida. “Você pode perder um pouco de tempo com os caras à frente, mas, realisticamente falando, acho que me classificaria em quarto, quinto. Então isso não vai mudar muito”.
“E aí nós pensamos: ‘Por que não?’. Porque não acho que isso não vai nos prejudicar muito aqui. Não é o fundo do grid, são apenas cinco posições”, complementou.
Perguntado sobre a relação com a Honda, que voltou a vencer na F1 justamente pelas mãos de Verstappen, o piloto ressaltou a boa comunicação com os engenheiros que trabalham em Milton Keynes, na Inglaterra, e em Sakura, no Japão, mas lembrou que a palavra final sobre o desenvolvimento do motor fica por conta da montadora.
“Sempre tenho reuniões com ele para ver as coisas que estão vindo no futuro e como tudo está caminhando. Não é um fim de semana em específico em que vamos nos reunir. No fim das contas, não cabe a mim ver o que eles vão decidir, então vamos esperar e ver”, concluiu.
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