MotoGP deixa em aberto decisão sobre traçado definitivo para pista da Catalunha, mas promete decisão conjunta com pilotos

Comissário de Segurança da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), Franco Uncini deixou em aberto a decisão sobre qual será o futuro traçado do GP da Catalunha

A MotoGP corre neste domingo (5) em um traçado alternativo na pista da Catalunha. O circuito, igual ao utilizado nas provas de F1, foi adotado por unanimidade pelos pilotos que participaram da reunião da Comissão de Segurança convocada após o incidente fatal com Luis Salom na última sexta-feira (3). Ainda não há, porém, um consenso sobre qual circuito será utilizado em provas futuras da categoria.
 
Franco Uncini, Comissário de Segurança da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), abordou o tema após as atividades deste sábado e deixou a questão em aberto. Isso significa que o traçado anterior, que inclui a curva 12, onde Salom caiu e bateu, pode retornar em breve. 
Chicane da curva dez (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
“Na próxima reunião da Comissão, nós vamos discutir com os pilotos e vamos ver o que eles pensam sobre esse layout”, explicou Uncini. “Depois, teremos mais informações, então vamos ler os dados que temos sobre o incidente e aí poderemos decidir todos juntos para ver se é melhor manter esse novo layout ou voltar ao antigo layout”, completou.
 
Questionado sobre a falta de brita na curva onde Salom se acidentou, Uncini avaliou que esta solução também pode acarretar em um problema de segurança.
 
“Em alguns lugares, a área de escape asfaltada é necessária quando você passa reto, porque você pode continuar freando. Pois, se você não cai e aí tem de frear na brita, você vai cair, com certeza”, frisou.
 
Diretor-executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta afirmou que, caso a MotoGP siga com esse traçado utilizado hoje, modificações serão necessárias.
 
“Se continuarmos com este layout, faremos mais algumas modificações. Quando tivermos todas as informações sobre o que aconteceu e todos os dados, vamos decidir na Comissão de Segurança se vamos continuar com o antigo ou com o novo traçado”, explicou.
 
Por fim, Ezpeleta reconheceu que o constante aumento de velocidade é uma preocupação a mais no certame, mas lembrou que não é fácil encontrar uma solução.
 
“A Comissão de Segurança sempre destacou que uma velocidade menor na reta é melhor”, começou. “Mas nós também temos a Comissão de GP, com a FIM, a IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida), a Dorna e a MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas) para discutir questões técnicas. Não é fácil reduzir o limite de velocidade, porque o sistema [de válvulas] dos motores são diferentes”, apontou.
 
“Se você [limitar] os giros, que é a forma mais fácil, isso impacta de forma diferente nos diferentes motores. Claro, a MSMA está estudando possibilidades para fazer isso e nós estamos trabalhando, mas, honestamente, não é fácil”, concluiu.
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