Insatisfeito com pneus cada vez mais duros, Pedrosa cobra solução: “Problemas são do campeonato e da Michelin”
Dani Pedrosa não escondeu a irritação com a opção da Michelin de tornar os compostos da MotoGP cada vez mais rígidos. Após problema com Scott Redding na Argentina, a fábrica francesa abandonou os compostos de construção mais mole e decidiu seguir apenas com os mais resistentes
A Michelin conseguiu um fim de semana sem problema com pneus, mas nem por isso escapou das críticas. Por conta do incidente com Scott Redding na Argentina, quando o pneu traseiro do inglês soltou uma grossa lâmina de borracha durante um treino, a fábrica francesa decidiu abandonar a construção mais macia dos compostos e anunciou que vai usar apenas a versão mais dura que já tinha sido utilizada na etapa de Austin.
A medida, no entanto, não agrada a todos, já que alguns pilotos mostraram dificuldades para aquecer esses compostos cada vez mais rígidos.

Dani Pedrosa cobrou uma solução para as dificuldades com os novos pneus da MotoGP (Foto: Honda)
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A classificação da MotoGP após o GP da Espanha |
Levando em conta que a Michelin acaba de retornar ao Mundial, a Dorna, promotora do certame, pediu a compreensão dos pilotos, mas nem todos optaram pelo silêncio. No domingo (24), após completar a prova em Jerez na quarta colocação, Dani Pedrosa se queixou abertamente da nova borracha, uma vez que, com seus 51 kg, aquecer adequadamente um composto tão rígido é bastante difícil.
“Apesar do meu ritmo ser pior que o dos três primeiros, na saída das curvas eu tinha que guiar como se pilotasse uma Moto2”, comparou. “Nas retas, não podia acelerar ao máximo para não ficar sem nada de pneu”, explicou.
A opção de endurecer os pneus também resultou em corridas mais lentas. O GP da Espanha de 2016, por exemplo, foi 31s mais lento que o do ano passado.
Pedrosa afirmou que já conversou com a cúpula da HRC, já que acredita que é preciso revisar alguns aspectos do regulamento, uma vez que o que vem acontecendo não é responsabilidade dos pilotos, tampouco das fábricas.
“Falei com meus chefes na Honda, mas me parece estranho que nós tenhamos de pedir. Se fabricarmos novas peças para nos adaptarmos a esses pneus e, na metade do caminho, introduzem uma carcaça diferente, todo este investimento não terá servido para nada”, comentou. “Nós temos problemas graves que não são as motos, nem da Yamaha, nem da Ducati, nem da Honda, mas do campeonato e dos pneus”, acusou.
“As restrições do regulamento são muito importantes. Os dias de treino estão muito limitados, os motores também estão. É preciso fazer alguma coisa. Que eles sejam mais flexíveis”, concluiu.
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