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despedida de Jorge Lorenzo da Yamaha teve seu primeiro ato na quinta-feira (21), quando o piloto participou de uma coletiva de imprensa em Jerez de la Frontera junto com Lin Jarvis, diretor do time dos três diapasões.
Assim como Lorenzo fará em 2017, Valentino Rossi também trocou a Yamaha pela Ducati em 2011, mas se arrependeu, voltou para os braços de sua amada YZR-M1 em 2013 e segue no time desde então.
Lin Jarvis garantiu que Jorge Lorenzo vai continuar recebendo mesmo tratamento de Rossi (Foto: Divulgação/MotoGP)
Questionado se Lorenzo teria a mesma oportunidade dada a Rossi, Jarvis não titubeou: “Não vejo razão nenhuma para as portas não estarem abertas para Jorge no futuro”.
“Nós tivemos oito anos e meio — e tomara que no final deste ano sejam nove — ótimos anos juntos, muitos campeonatos”, recordou. “Uma das coisas que a Yamaha faz fortemente, e acho que muitos de vocês sabem, especialmente, a mídia, é que manter relacionamento com nossos ex-pilotos, então não hesitaria em dizer que ele seria bem-vindo no futuro se decidir voltar para a Yamaha”, continuou.
Além de manter as portas do time abertas para o espanhol, Lin garantiu que Lorenzo seguirá recebendo o mesmo tratamento de Rossi até o fim de 2016. De acordo com o dirigente, Jorge seguirá recebendo as atualizações da YZR-M1, mas, por razões óbvias, não vai provar o protótipo de 2017 e tampouco itens que só serão utilizados na moto do próximo ano.
“Para o resto da temporada, a nossa missão é a mesma que a dele. Temos 15 corridas pela frente e um campeonato para ganhar”, declarou. “Não poderia haver uma maneira melhor de concluir esse período do Jorge conosco do que como campeões, então daremos o nosso máximo e o nosso apoio — apoio igual para Valentino —, e continuaremos fornecendo evoluções”, seguiu.
“Claro, se chegarmos em um momento, talvez em Brno, onde traremos o protótipo de 2017, aí é uma história diferente, mas qualquer parte que desenvolvermos ao longo do ano, ainda que também seja usada no ano que vem, também estará disponível para os dois pilotos”, assegurou. “Então só quando for realmente algo que não utilizaremos neste ano, obviamente, restringiremos o acesso a isso”, detalhou.
Por fim, ao ser questionado se a Yamaha vai liberar Lorenzo para testar pela Ducati já em Valência no fim do ano — quando o contrato com a casa de Iwata ainda estiver em vigor —, Jarvis contou que a fábrica de Borgo Panigale não fez tal pedido.
Indagado, então, se liberaria no momento em que fosse solicitado, Lin assentiu e lembrou que essa se tornou uma prática comum no Mundial. Em 2004, por exemplo, quando Rossi chegou a Yamaha, a Honda não permitiu que o italiano testasse em Valência. Sete anos depois, na partida para a Ducati, o time dos diapasões liberou o teste, assim como aconteceu em 2012, quando o #46 fez o caminho de volta.
“Nós provavelmente liberaríamos. Isso se tornou a norma da indústria atualmente”, considerou. “Mas, de qualquer forma, é muito cedo para se comprometer com isso. Temos uma temporada inteira pela frente”, encerrou.
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