Diretor-técnico diz que investigação da Michelin sobre acidente de Baz segue em curso e promete resultado em teste do Catar

Diretor-técnico da Michelin, Nicolas Goubert explicou que a fábrica francesa ainda não tem os resultados da investigação do problema com o pneu traseiro que causou o forte acidente de Loris Baz em Sepang. Dirigente diz que causa do acidente deve ser apontada no Catar, no último teste da pré-temporada

14 dias após o forte acidente sofrido por Loris Baz no segundo dia da pré-temporada 2016 da MotoGP, a Michelin segue sem saber a causa da falha que provou a queda do titular da Avintia. O francês caiu na reta de Sepang, quando rodava a 290 km/h, após o estouro do pneu traseiro macio. 
 
Falando ao site oficial da categoria, Nicolas Goubert, diretor-técnico da Michelin, afirmou que a montadora ainda não tem o resultado da investigação, mas deve apresentar suas conclusões durante a bateria de testes no Catar.
Estado do pneu Michelin de Loris Baz, que se acidentou a 290 km/h na reta principal de Sepang (Foto: Reprodução)
“Nós ainda não temos os resultados”, disse Goubert. “Essas coisas levam tempo e teremos de esperar até o teste do Catar para descobrir”, seguiu.
 
Logo após o acidente, surgiram rumores de que Baz estaria rodando com um pneu com pressão abaixo da recomendada pelo fabricante. Mesmo sem comprovação dessa teoria, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e a Comissão de GP agiram rápido, tornando obrigatório o uso de sensores para aferir a calibragem dos compostos.
 
“Nós somos totalmente a favor”, contou. “Você não pode brincar com o controle da pressão do pneu, já que é uma questão de segurança. Foi ótimo que a GPC tenha implementado essa regra tão rapidamente”, elogiou. 
 
Às vésperas da segunda bateria de testes, Goubert destacou a evolução do composto dianteiro, principal critica dos pilotos após o exercício coletivo de Valência, ainda no ano passado. 
 
“Durante o primeiro teste, nós tivemos muitas criticas sobre o nosso pneu dianteiro. Os pilotos não estavam se sentindo confortáveis com ele, mas desde então nós fizemos mais testes privados com o nosso time, já que as equipes oficiais tinham a proibição de testar durante o inverno”, explicou. “Houve uma melhora real que foi comprovada em Sepang pelos tempos de Jorge Lorenzo”, apontou. 
 
“Nós também trouxemos alguns novos pneus, e muitos pilotos os testaram, com 90% deles dizendo que representava uma melhora”, contou.
Michelin celebrou melhora do pneu dianteiro (Foto: Yamaha)
Apesar da melhora, os pneus dianteiros seguem sendo o foco da Michelin, especialmente por conta das diferentes características de cada circuito do calendário.
 
“Nós temos de confirmar as nossas informações e tem sempre alguma mudança para fazer por conta da aderência e da temperatura, que mudam de acordo com a pista”, afirmou. “No Catar, as condições serão similares às de Sepang, mas em Phillip Island elas são completamente diferentes. É uma pista única no que diz respeito ao pneu traseiro. Além disso, estará muito quente no teste, o que é um pesadelo para qualquer fábrica de pneu, então temos de tomar mais precauções”, sublinhou.
 
Indagado sobre as exigências da pista australiana, Nicolas respondeu: “Tem muitas curvas para a esquerda em Phillip Island, então nós precisamos de pneus que são mais resistentes do lado esquerdo, mas que também aqueçam rápido do lado direito. É muito importante acertar isso, já que a corrida vai acontecer no outono e pode haver uma importante diferença de temporada entre os lados esquerdo e direito do pneu”.
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