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Dominante no início da década, com nada menos que oito títulos mundiais conquistados entre 2010 e 2013, a Red Bull viveu em 2015 um raro ano sem vitórias na F1. Desde 2009, quando a equipe passou a contar com Sebastian Vettel como piloto, a Red Bull se manteve no topo do esporte e mesmo no ano passado, já com a F1 sob domínio da Mercedes, conseguiu vencer três corridas, todas com Daniel Ricciardo. Mas muito por conta da falta de competitividade das unidades de potência da Renault, os taurinos ficaram na seca em 2015.
Os melhores resultados conquistados pela Red Bull neste ano que se encerra nesta quinta-feira (31) foram dois segundos lugares: Daniil Kvyat no GP da Hungria e Ricciardo no GP de Cingapura. Mas foi um ano cheio de dificuldades e marcado por muitas quebras de motor, em que pese o chassi ser considerado por muitos o mais equilibrado e competitivo do grid.
Mas Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, entende que o time de Milton Keynes cresceu e amadureceu em meio às dificuldades enfrentadas nesta temporada.
Christian Horner disse que o enfado do chefão Dietrich Mateschitz é plenamente justificável (Foto: GEPA Pictures)
“Para ser sincero contigo, foi um ano difícil, mas às vezes as adversidades torna um grupo mais unido. Eu sinto a equipe mais coesa e próxima do que nunca, e na verdade, partindo de uma perspectiva da equipe, não acho que foi um ano ruim”, comentou Horner em entrevista veiculada pelo site norte-americano ‘Motorsport.com’.
“Fomos muito fortes na estratégia. Nossos pit-stops foram os melhores do pit-lane”, destacou o dirigente britânico. “Nós temos nos desenvolvido pelo aspecto do chassi, e aproveitamos as três oportunidades que tivemos disponíveis para nós em Mônaco, Hungria e Cingapura. Em duas das três chances que tivemos, ficamos em segundo lugar no pódio. Nós fizemos um trabalho muito bom”, continuou.
Horner foi claro ao falar que os problemas que comprometeram a performance da Red Bull em 2015 não tiveram nada a ver com a equipe, jogando a responsabilidade para os ombros da Renault. “Certas coisas vão além da nossa responsabilidade e nós não podemos controlar, mas você só pode se preocupar com as coisas que estão ao seu alcance.”
A performance aquém do esperado dos motores fabricados em Viry-Châtillon abriu uma grande crise que culminou até mesmo com uma ameaça sobre a permanência ou não da Red Bull e também da Toro Rosso no esporte. A empresa taurina fez pressão para garantir um motor competitivo em 2016, mas recebeu negativas da Ferrari e da Mercedes, enquanto a McLaren vetou que a Honda entregasse seus motores à equipe tetracampeã do mundo.
Dietrich Mateschitz chegou a se dizer “de saco cheio” da situação e falou, em várias oportunidades, que poderia retirar suas duas equipes da F1. No fim das contas, a novela se encerrou com um acordo com a Renault, que seguirá fornecendo seus motores à Red Bull em 2016, mas com um formato diferente: as unidades de potência serão rebatizadas com o novo patrocinador da equipe, a TAG Heuer, e serão preparadas pelo ‘mago dos motores’ Mario Illien.
Ao falar sobre o chefe Mateschitz, Horner disse que o enfado do executivo austríaco é justificável. “Dietrich ficou bastante desiludido com a F1, e, de certa forma, é compreensível. Ele ficou muito chateado e irritado com a F1. Mas quando você olha para o que ele investiu no esporte, com duas equipes, um circuito, todo o programa de jovens pilotos, tudo isso mostra que ele é um fã do esporte.”
“Acho que, num determinado momento, ele se sentiu forçado a deixar a F1, e se as pessoas não queriam a Red Bull na F1, por que ele deveria se comprometer com o investimento que o grupo faz? Ele vê o comprometimento que nós temos com as pessoas e ele é um lutador, no fim das contas. Ele é um cara competitivo e quer ver a equipe de volta ao topo do grid. Mas, evidentemente, durante o verão, sua motivação com a F1, na esteira de tudo o que aconteceu, ficou bastante afetada”, complementou.
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