‘Em casa’ na Sauber, Nasr rejeita comparação com brasileiros e diz que Senna e Schumacher inspiraram carreira
Felipe Nasr falou bastante sobre a carreira em entrevista ao site oficial da Sauber. Entre as muitas coisas que falou, Nasr contou que Ayrton Senna e Michael Schumacher foram suas maiores inspirações, mas procurou se manter longe das comparações com os brasileiros de grande carreira na F1. O piloto ainda contou a origem do #12, que usa na Sauber, e como se sente cada vez mais em casa na equipe suíça
Felipe Nasr não pode reclamar de sua primeira temporada na F1. São 14 pontos em cinco corridas, 14 pontos a mais que a Sauber inteira marcou em todo o ano de 2014. E gozando de prestígio na equipe de Hinwil, o novato da F1 contou algumas coisas sobre a carreira, inclusive quem são suas inspirações no automobilismo: Ayrton Senna e Michael Schumacher.
Nasr foi sabatinado pelo site oficial da Sauber e falou sobre a carreira antes e durante a vida na F1. O piloto lembrou, por exemplo, que não tem idade suficiente para ter acompanhado a carreira da Senna, mas a 'recuperou' de outras formas, e que a de Schumacher ele seguiu quase toda.
"Ayrton Senna e Michael Schumacher me inspiraram mais. Eu não era nascido quando Ayrton corria, mas assisti muitos vídeos e documentários sobre ele. Ele foi um piloto único e muito talentoso. Ayrton foi muito especial e uma inspiração. Quando comecei minha carreira, vi Schumacher ganhando muito, o que foi incrível", disse.
Perguntado sobre o que significa seguir os passos de outros importantes nomes do automobilismo brasileiro, Nasr preferiu fugir de comparações, mas tocou num ponto importante: a expectativa.

Felipe Nasr (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
"Creio que há uma grande expectativa no Brasil por qualquer piloto que emerge. Ao mesmo tempo, não quero ser comparado aos outros. Cada piloto tem sua própria carreira, e para mim não poderia ser melhor do que estar junto à Sauber", disse.
Outra pergunta a qual o vice-campeão da GP2 respondeu foi sobre como é a mudança de mentalidade da inglesa Williams, onde foi piloto reserva, para a suíça Sauber. E elogiou o companheiro de equipe, Marcus Ericsson.
"Eu diria que é uma mentalidade diferente, uma cultura diferente. Na Sauber as coisas são misturadas, tem gente de todas as partes. Eu gosto e me sinto apto de ter uma abordagem positiva sobre tudo. Todo mundo entende o que estou fazendo porque já trabalharam com muitos pilotos no passado. Me sinto mais e mais em casa na Sauber. Todo mundo é apaixonado pelo esporte e não fazem coisas pela metade. Ou fazem do jeito certou, ou não fazem. Também é meu jeito de pensar", seguiu.
"Conheço bem Marcus de nossos tempos na GP2. Corremos juntos por alguns anos. Ele é um piloto muito profissional", elogiou.
Nasr falou sobre a chegada ao automobilismo europeu, deixando o kart brasileiro. Contou ter sido difícil deixar o país e ir para Milão com 16 anos, mas que rapidamente se adaptou. Ainda disse que é dessa época, a F-BMW, que surgiu o carinho pelo #12.
"Quando eu tinha 16 anos me mudei para a Itália e comecei a trabalhar num time italiano da F-BMW, que era baseada em Milão. Eu precisei me mudar para lá sozinho e não foi fácil deixar família e amigos. Mas eu disse para mim mesmo que era onde eu precisava começar para chegar à F1. Almoçando com engenheiros e mecânicos, consegui falar italiano. Tive bons momentos lá. Em meu ano de novato, ganhei o título da categoria sem conhecer qualquer uma das pistas", lembrou.
"Era em 2009, escolhi o #12 e venci. Por isso quis manter o número até hoje", contou.
Nasr e a Sauber voltam às pistas neste fim de semana, no GP de Mônaco. O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL.
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