MotoGP aprova regulamento técnico para 2016 com nova redução de peso e aumento no número de motores
A FIM (Federação Internacional de Motociclismo) apresentou nesta sexta-feira (3) algumas mudanças no regulamento técnico da MotoGP para a temporada 2016. Novo código traz redução no peso dos motos e aumento no número de motores e na capacidade dos tanques de combustível
A FIM (Federação Internacional de Motociclismo) apresentou nesta sexta-feira (3) algumas mudanças no regulamento técnico da MotoGP para a temporada 2016. As modificações foram aprovadas em um encontro em Losail, no Catar, da Comissão de GP, que é composta com Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, promotora do Mundial, Ignacio Verneda, diretor-executivo da FIM, Hervé Poncharal, representante da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida), Takanao Tsubouchi, da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas), Javier Alonso, também da Dorna, e Mike Trimby, da IRTA.
As mudanças aprovadas no ultimo dia 27 dizem respeito ao número de motores por temporada, a capacidade dos tanques de combustível e ao peso mínimo das motos. Além disso, o Mundial também vai introduzir os Pontos de Concessão, que vão regulamentar os benefícios concedidos àquelas fábricas que seguem o regulamento Aberto.

MotoGP terá motos mais magras em 2016 (Foto: Repsol)
A partir de 2016, os times da MotoGP terão um limite de sete motores, com especificações congeladas, para serem usados ao longo das 20 corridas do ano. Atualmente, as fábricas — Honda e Yamaha — podem usar cinco propulsores congelados por ano, com os demais times tendo um limite de 12 e com desenvolvimento liberado.
No caso do peso das motos, a Comissão de GP concordou com mais uma redução. Depois de emagrecer as motos em dois quilos para 2015 — com o peso mínimo caindo de 160 para 158 kg —, o Mundial terá motos um pouquinho mais magras no próximo ano, com um mínimo de 157 kg.
Outra mudança — que já tinha sido anunciada anteriormente, aliás — diz respeito à capacidade dos tanques de combustível. A partir de 2016, o reservatório terá um limite de 22 litros. Atualmente, as motos de Honda e Yamaha têm um tanque de 20 litros, com os times que seguem o regulamento Aberto utilizando um reservatório de 24 litros.
Por conta do pódio duplo de Losail, mais um terceiro lugar obtido por Andrea Dovizioso em Austin no ano passado, a Ducati perdeu a primeira das concessões do código Aberto e, por isso, terá um tanque de 22 litros já a partir do GP das Américas do próximo fim de semana.
A Comissão de GP também tratou do congelamento dos softwares no próximo ano e decidiu que as estratégias do programa de 2016 serão baseadas no software atual da categoria Aberta.
Além disso, entre 1 de julho de 2015 e o final da temporada 2016, se Ducati, Honda e Yamaha pedirem uma mudança unânime nesse software congelado, o organizador do Mundial deve acatar esse pedido, mas os custos correm por conta das fábricas.
No entanto, se o organizador do certame quiser fazer uma alteração nesse software a mudança tem obrigatoriamente que contar com a aprovação unânime de Ducati, Honda e Yamaha.
Por fim, o Mundial anunciou a adoção dos Pontos de Concessão, que vão regulamentar os benefícios concedidos às fábricas que seguem o regulamento Aberto. Ficou definido que todas as concessões oferecidas às fábricas que não venceram um prova em pista seca em 2013, 2014 ou 2015 serão mantidas.
Entretanto, o critério para a perda dessas concessões, passa a ser os Pontos de Concessão. Em caso de vitória, o time recebe três pontos. O segundo lugar vale dois pontos, com o terceiro tendo um crédito de um ponto.
Assim, em 2015, a fábrica que atingir três pontos deve reduzir imediatamente seu tanque de combustível de 24 para 22 litros. Os critérios para o fim do direito de usar o pneu traseiro mais macio e de testar com os pilotos oficiais seguem os mesmos.
Para o próximo ano, a fábrica que atingir seis pontos no seco ou no molhado vai perder imediatamente o direito de testar com os pilotos oficiais e perder todas as concessões para o ano seguinte.
No entanto, a partir de 2016, qualquer fábrica que não tenha Pontos de Concessão, o que, na prática, significa a ausência de pódios, vai se beneficiar do pacote completo de concessões no ano seguinte.
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