Wolff fala em inverno difícil, descarta “ler bola de cristal” e avalia: “Vamos descobrir onde estamos em Melbourne”

Chefe da Mercedes, Toto Wolff afirmou que a equipe teve um inverno mais difícil do que o esperado. Dirigente descartou ler bola de cristal e afirmou que o time vai descobrir seu verdadeiro ritmo a partir do GP da Austrália

A Mercedes vai abrir a temporada 2015 tão dominante quanto encerrou o Mundial do ano passado. Apesar de ter vencido 16 das 19 provas de 2014, a equipe trabalhou duro para se manter no mesmo ritmo e Toto Wolff acredita que o inverno foi “mais difícil do que o esperado”.
 
Na visão do chefe da Mercedes, embora as regras não tenham mudado muito em relação ao regulamento apresentado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) no ano passado, a fábrica alemã precisou trabalhar duro para garantir que continuará com a mesma boa forma que garantiu o Mundial de Construtores de 2014.
Toto Wolff avaliou que o inverno foi mais duro do que o esperado pela Mercedes (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
“Antes de mais nada, um obrigado a todos pelo trabalho duro no que se provou ser, do lado do motor e do chassi, um duro inverno – provavelmente mais difícil do que o esperado”, afirmou Wolff. “Ano passado, quando teve uma grande mudança no regulamento, todos sabiam que seria um enorme desafio fazer um bom trabalho”, recordou. 
 
“Mas embora o regulamento não tenha mudado muito para esta temporada, a carga de trabalho e o esforço exigido ao longo do inverno foram enormes em termos de encontrar ganhos e melhorar o carro em geral”, ressaltou. “Muito trabalho foi feito pelos times em Brackley, Brixworth e Stuttgart para nos levar bem ao ponto de partida e nós tivemos um início sólido nos testes”, avaliou. 
 
Apesar do bom desempenho apresentado por Lewis Hamilton e Nico Rosberg nos testes coletivos, Wolff acredita que a Mercedes ainda não conhece sua verdadeira performance e só terá uma imagem real de seu desempenho após a corrida em Melbourne.
 
“Fundamentalmente, fazer previsões neste estágio é como tentar ler uma bola de cristal, o que não é o que queremos fazer”, ponderou. “A bala foi disparada e, eventualmente, nós vamos descobrir onde estamos em Melbourne e nas corridas seguintes. Mas até agora nós não corremos e este é o único teste de verdade”, encerrou Wolff.

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