Red Bull e Mercedes defendem adiamento do uso de biocombustíveis na Fórmula 1
No meio da discussões sobre o congelamento do desenvolvimento dos motores, Red Bull e Mercedes utilizam custos para tentar adiar introdução de biocombustível na Fórmula 1
Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, e Toto Wolff, chefe da Mercedes, apoiam o adiamento do uso de biocombustíveis na Fórmula 1, planejado para 2022. Na busca pelo aumento da sustentabilidade, o novo regulamento da categoria prevê crescimento de mais 5% na composição dos combustíveis.
Em entrevista à revista Autosport, Horner justificou a preferência pelo adiamento. O debate sobre o uso do E10 vem junto da discussão sobre o congelamento dos motores para a temporada 2022. A Red Bull é uma das maiores interessadas, já que poderia seguir utilizando os motores da Honda, que sairá da categoria ao fim de 2021. A Mercedes apoiou o congelamento, desde que nenhum mecanismo de convergência para o desempenho do motor seja implementado.
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“Minha preferência provavelmente seria não usar o E10. É um requisito direto do desenvolvimento para 2022, e preferiríamos apenas trazer um combustível do núcleo completamente sustentável com o novo motor, em vez de usar outros 5% no E10 para o combustível atual”, disse Horner.

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No início do mês, a FIA entregou barris de combustível totalmente sustentável aos fornecedores de motor da Fórmula 1, dando uma amostra para a realização de pesquisas adicionais.
“Não tenho certeza se é uma mensagem enorme se 2026, que pode se tornar 2025, terá um combustível totalmente sustentável. Haverá consequências para a introdução desse combustível e inevitavelmente é cara”, completou Horner, também comentando sobre a chance de antecipar a introdução dos novos motores para 2025. As novas unidades de potência devem ser projetadas para funcionar com combustível 100% sustentável.
Gilles Simon, diretor-técnico da FIA, comentou que o objetivo é ter os combustíveis totalmente sustentáveis prontos para uso até 2023, apesar de ainda não dar 100% de garantias que isso vai acontecer.
“Ainda não concluímos um plano completo, mas o que posso dizer é que nossa meta para a qual estamos trabalhando é 100% de combustívels sustentáveis em 2023. Estamos progredindo, mas não posso dizer hoje que será lá. É um pouco cedo para cravar, mas é isso que vamos tentar e conseguir”, disse Simon à revista AUTO.
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