Palou cita ano “duro, mas muito bom” e fala em adaptação rápida com poucos testes

Álex Palou teve uma boa temporada de novato na Indy com a Dale Coyne e, de quebra, conquistou uma vaga na Ganassi para 2021. Ao GRANDE PRÊMIO, o espanhol falou de como foi complicada a chegada na categoria com tão poucos testes pela pandemia de Covid-19

Álex Palou chegou na Indy em 2020. Após uma passagem de ótimos momentos por categorias de base na Europa e de um belo terceiro lugar na Super Formula Japonesa em 2019, o piloto de 23 anos defendeu as cores da Dale Coyne e, mesmo com uma preparação curtíssima, deu conta do recado. No fim, um pódio em Road America, bom ritmo quase sempre e uma vaga na Ganassi para 2021. E poderia ter sido mais tranquilo, não fosse a pandemia de Covid-19 prejudicando tanto os testes.

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Álex avaliou positivamente o ano de estreia, ressaltando a forma como precisou se adaptar rapidamente e sem ter tempo de pista para tal, em um calendário muito mais reduzido e pouco espaçado que o normal da Indy.

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“Foi uma temporada um pouco complicada, como para todo mundo, pelo vírus. Foi bem complicado antes da temporada começar, poucos testes, apenas um treino livre em vez de três, tive de aprender os circuitos, os carros e a equipe, tudo muito rápido. Creio que tive boas corridas, como em Road America, a Indy 500, e estivemos sempre lutando em cada circuito. Foi bom. Duro, mas muito bom”, disse o catalão.

Álex Palou fez um belo ano de novato na Indy (Foto: Honda)

Palou, no entanto, admite que não está plenamente pronto nos ovais. É que, por mais que confie no potencial e tenha, sim, um bom ritmo, ainda não pegou de vez a mão dos procedimentos nas corridas, algo natural para quem praticamente caiu direto em provas, sem atividades de preparação.

“Oval foi algo completamente diferente para mim. Nunca tinha experimentado a sensação de estar em um oval, diferentemente de outros pilotos que já tinham corrido na Indy Lights. Precisei de um pouco de ajuda para ver se me adaptaria bem ou não, mas fui bem, estou contente. Texas foi um pouco mais difícil por ser um evento todo em um dia, mas fui competitivo nas outras. Falta muito a aprender, especialmente como controlar as situações na corrida, mas a confiança e a velocidade já chegaram”, completou.

Palou fechou o campeonato de 2020 da Indy em 16º, marcando 238 pontos, 52 a menos que o companheiro Santino Ferrucci e ficando 51 abaixo de Rinus VeeKay, o novato do ano. Em 2021, o jovem piloto vai ter como companheiros Scott Dixon, Tony Kanaan, Jimmie Johnson e Marcus Ericsson.

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