Rins valoriza GP em que recuperou 13 posições em uma volta: “Nem sei o que fiz na largada”

23º no grid de Portimão, espanhol da Suzuki apareceu em décimo já no fim do primeiro giro, mas teve de conter a escalada por cousa do desgaste do pneu dianteiro. Vice-líder da MotoGP considerou que resultado contribui para a confiança

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Álex Rins afirmou que nem sabe o que fez na largada do GP de Portugal para conquistar 13 posições em uma única volta. O espanhol começou a corrida de domingo (24) na 23ª colocação, mas conseguiu se recuperar para receber a bandeirada em quarto e fechar o dia na vice-liderança da MotoGP.

O piloto da Suzuki ganhou 13 posições ainda na primeira volta e seguiu com a escalada ― também aproveitando quedas que aconteceram à frente ― para avançar até a quarta posição, fora do pódio por só 3s565 de atraso para Aleix Espargaró, o terceiro colocado.

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Álex Rins (Foto: Suzuki)

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“Quando cheguei em Aleix Espargaró, já não tinha mais pneus dianteiro do lado direito, então preferi ficar ali. Fiz uma tentativa de ultrapassá-lo, mas vi que não podia e só fui com ele para fugir dos que vinham atrás e garantir o quarto posto”, explicou.

Rins contou que não sabe muito bem o que fez no giro inicial, mas avaliou que valoriza mais a prova deste fim de semana do que o GP das Américas, quando conquistou o segundo lugar, o melhor resultado do ano.

“Não sei nem o que fiz na largada. O semáforo estava longe. Fui por fora e isso foi um risco, mas passar pela linha de chegada em décimo ou 11º, saindo quase em último não é nada fácil. Talvez eu dê mais valor a esta remontada do que a corrida de Austin. Largar de último não é fácil”, reconheceu.

Largada de Álex Rins em Portimão (Vídeo: MotoGP)

Com o resultado, Rins sai de Portimão na vice-liderança do campeonato, mas empatado com Fabio Quartararo em 69 pontos na classificação do Mundial de Pilotos.

“O bom deste fim de semana é o resultado e a minha confiança. Não foi muita gente que me mostrou o apoio que tive hoje. Pode ser que agora essa perspectiva mude”, comentou. “Agora eu tenho mais controle de mim mesmo, do meu estilo de pilotagem. Sinto mais claramente onde está o limite”, explicou.

Na visão do espanhol, a melhora não é fruto apenas do trabalho pessoal dele, mas também do desempenho dos engenheiros com a GSX-RR.

“Graças à evolução do motor, podemos sentir melhor a moto. No final do ano passado, estava na merda, mas fizemos uma boa pré-temporada neste ano, com os meus preparadores”, concluiu.

MotoGP volta às pistas na semana que vem para o GP da Espanha, em Jerez de la Frontera. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da sexta etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.

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