Mercedes critica procissão de Mônaco e cobra corridas “no mesmo nível do evento”

Lewis Hamilton ficou preso atrás de Fernando Alonso e perdeu qualquer chance de se aproximar de Lando Norris e George Russell. Toto Wolff não poupou críticas ao travado circuito de Mônaco

A Mercedes conseguiu terminar o GP de Mônaco, disputado neste domingo (29), na zona de pontuação com George Russell e Lewis Hamilton, mas Toto Wolff não poupou críticas ao travado circuito de rua de Monte Carlo. O chefe das Flechas de Prata disse, inclusive, que as corridas poderiam estar no mesmo patamar do “espetáculo fantástico” que é o glamoroso evento durante todo o fim de semana.

A sétima etapa da temporada 2022, vencida por Sergio Pérez, foi bastante comprometida pelo temporal que caiu instantes antes da largada. Como procedimento de segurança, o início foi adiado em 1h, até que a pista tivesse condições melhores para os pilotos.

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Hamilton_Alonso_Monaco_F1
Hamilton ficou estacionado atrás de Alonso em Mônaco (Foto: Reprodução/F1)

“Foi uma caótica corrida em Mônaco, como de costume. Mais uma vez, fica a lição de que temos de olhar para o layout deste circuito, não dá para ficar a 5s do ritmo, preso numa procissão”, disparou Wolff. “Trata-se de lugar e espetáculo fantásticos, mas seria ótimo se as corridas pudessem estar no mesmo nível. Com a duração da corrida, os atrasos e as interrupções, parecia mais um jogo da NFL do que um GP, mas não acho que algo a mais poderia ser feito”, completou.

Na pista, Russell e Hamilton lidaram com cenários bem distintos. Enquanto o primeiro travou um bom duelo contra Lando Norris e cruzou em quinto, o heptacampeão não teve vida fácil, primeiro quase se envolvendo num acidente com Esteban Ocon e, depois, ficando preso atrás de Fernando Alonso. No final, terminou em oitavo.

“Foi uma tarde forte para George e muito frustrante para Lewis. Houve as disputas travadas com Esteban, que foi punido pela colisão, depois o ritmo lento de Alonso, sendo que, não fosse isso, Lewis poderia ter brigado com Lando e George”, avaliou Wolff. “Mas é outro lembrete, o quanto a posição na pista é fundamental aqui. E também que somos a terceira força”, ressaltou.

A próxima corrida será em Baku, também um circuito de rua, e o austríaco acredita que a Mercedes tirou lições importantes em Monte Carlo que serão usadas daqui a duas semanas. “E esse aprendizado será a base para reconstruirmos o nosso desempenho para lutar novamente na frente do pelotão”, concluiu.

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