Vergne lamenta ordem da DS Techeetah que levou à derrota em Jacarta: “Não entendo”
Jean-Èric Vergne liderava eP de Jacarta após largar na pole, mas ordem da DS Techeetah permitiu aproximação e ultrapassagem de Mitch Evans, que impediu a primeira vitória do francês em 2022
Jean-Èric Vergne pareceu mais próximo do que nunca de encerrar a escrita de ainda não ter vencido na temporada atual da Fórmula E neste sábado (04), mas havia um tal Mitch Evans no caminho. O neozelandês da Jaguar tomou a ponta já nos instantes finais do eP de Jacarta inaugural da categoria para vencer pela terceira vez no ano — é o único a conseguir o feito — e relegar o francês ao segundo lugar. E o piloto da DS Techeetah parece saber o motivo disso.
O bicampeão da Fórmula E explicou que o carro acabou afetado pelo forte calor de Ancol, na Indonésia, que marcou a primeira corrida da categoria em Jacarta. Apesar de Vergne ter feito um bom trabalho gerenciando a energia ao longo da prova, as altas temperaturas ajudam a superaquecer as baterias, que perdem eficiência no processo.
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“Em termos de energia, estava bom”, disse Vergne após a corrida. “Em termos de temperatura que nós provavelmente não estávamos tão bem, e essa é a razão pela qual eu fui ultrapassado. Mas eu preciso ver isso com a equipe para descobrir o que aconteceu”, afirmou.
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O francês vem fazendo uma temporada pautada pela regularidade, e o principal exemplo disso é que Vergne é o único dos 22 pilotos a ter pontuado em todas as corridas da Fórmula E em 2022. No entanto, a vitória segue escapando pelos dedos do piloto da DS Techeetah, que viu novamente o primeiro triunfo do ano se esvair em Jacarta.
“Eu tenho certeza de que poderíamos ter ido melhor, mas vencemos juntos e perdemos juntos”, lamentou. “Mas hoje era o dia em que eu achava que poderia ter vencido. Mas, por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, não consegui fazer”, salientou.
Por fim, Vergne detalhou um pouco mais sobre o que teria prejudicado o desempenho do carro no momento em que perdeu a liderança para Evans e citou um pedido da Jaguar em relação ao modo de corrida que estava sendo utilizado. Apesar de ter questionado a ordem da equipe, Jean-Èric acabou por acatar no fim e isso acabou lhe custando a vitória, em sua opinião.
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“Eu não tenho todas as cartas, acho que sei o que aconteceu mas prefiro manter para mim mesmo no momento”, comentou. “O que eu posso dizer é que eles me mandaram ativar um certo modo [de corrida], e esse modo estava me fazendo desacelerar bem antes, com menos recuperação [de energia]”, explicou.
“E é claro, Mitch [Evans] tinha muito mais velocidade e se surpreendeu, ele achou que eu tivesse algum problema e foi em frente [para tomar a posição]”, destacou. “Eu perguntei à equipe se era algo necessário de se fazer ou não, mas não posso dizer com certeza” finalizou o bicampeão.
Agora, a Fórmula E retorna apenas no mês que vem. O eP de Marrakech, que retornou ao calendário em substituição a Vancouver, acontece no próximo dia 4 de julho, no Marrocos, e marca a última etapa em corrida única da temporada.
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