Pirelli escolhe gama mais macia de pneus para GP do Azerbaijão de Fórmula 1 2022
A Pirelli definiu que os pneus utilizados por pilotos e equipes na disputa do GP do Azerbaijão, na próxima semana, serão os mesmos escolhidos para a última etapa, em Mônaco
A Pirelli — fornecedora oficial de pneus da Fórmula 1 — já decidiu quais de seus compostos serão utilizados na próxima etapa do calendário da categoria, o GP do Azerbaijão marcado para o dia 12 de junho. E assim como na última corrida, em Mônaco, a patrocinadora optou por manter a gama mais macia possível, com os compostos C3, C4 e C5.
Com características bastante distintas das encontradas em Mônaco — pista caracterizada pela necessidade de um acerto com alto grau de pressão aerodinâmica —, o traçado de Baku, no Azerbaijão, combina setores de curvas fechadas e extremamente técnicas com uma das maiores retas presentes no calendário. Assim, a configuração dos carros precisa ser mista, o que sempre traz um ingrediente a mais à corrida.
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Em relação aos compostos: o pneu macio — de faixa vermelha — será o C5, o pneu médio — de faixa amarela — será o C4, enquanto o composto duro — com faixa branca — será o C3 ao longo do final de semana em Baku.
No ano passado, a maior parte do grid optou por apenas uma parada durante a corrida — no entanto, a prova contou com uma bandeira vermelha no fim e ainda contava com a regra que obrigava o top-10 a largar com os pneus utilizados na volta mais rápida do Q2. Vale destacar, entretanto, que alguns pilotos — como Max Verstappen, por exemplo — sofreram com furos nos compostos durante a prova.

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“Até Jedá aparecer, Baku era o circuito de rua mais rápido do ano”, disse Mario Isola, diretor de automobilismo da Pirelli. “Mas as exigências desta pista de rua ainda são relativamente baixas, pois nenhuma das curvas tira uma enorme quantidade de energia dos pneus devido aos baixos níveis de abrasão e cargas laterais contidas – o que significa que podemos ter a mesma nomeação de Mônaco. Dito isto, as altas velocidades no Azerbaijão ainda colocam uma certa demanda nos pneus”, explicou.
“O ponto principal é a tração, com a busca pelo equilíbrio certo entre os eixos dianteiro e traseiro sendo o principal desafio para todas as equipes: você precisa ter calor suficiente nos pneus dianteiros para gerar aderência, apesar das longas retas que os esfriam, mas não muito calor na parte traseira, caso contrário é fácil superaquecer nas zonas de tração”, salientou. “A temperatura da pista também é inconsistente em Baku, então, em suma, é uma pista bastante específica com alguns desafios técnicos diferentes, que são os mesmos para todos”, finalizou Isola.
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