Russell aprova intervenção da Mercedes via rádio na França: “Estamos nisso juntos”
George Russell foi aconselhado pelo chefe da Mercedes, Toto Wolff, a se concentrar na corrida após se envolver em toque com Sergio Pérez na França — e aprovou a intervenção
A tentativa — frustrada — de ultrapassagem de George Russell sobre Sergio Pérez no GP da França do último domingo (24), quando ambos se tocaram, gerou uma reação imediata da Mercedes pelo rádio. Com o britânico extremamente incomodado com o movimento do mexicano, Toto Wolff apareceu no rádio do carro #63 e aconselhou seu piloto a se concentrar na corrida e ultrapassar o rival da Red Bull na pista.
Após a prova, Russell aprovou a entrada de Wolff pelo rádio e considerou importante a intervenção do chefe por acreditar que a ação faz a equipe ficar mais unida. De acordo com o piloto, os competidores ficam absolutamente sozinhos no cockpit, e é bom sentir que a equipe está correndo junto — ainda que pelo rádio.
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“Acho que as emoções lá estão em alta para todos nós”, afirmou Russell. “Eu senti como se tivesse feito um mega movimento sobre ‘Checo’, e no fim não consegui tomar a posição. Nós definitivamente tínhamos um pouco mais de ritmo lá. Eu gostei de ouvir Toto [Wolff] no rádio, mas pelo meu lado, estava forçando ao máximo”, salientou.
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“Estamos nisso juntos como equipe, e quando você senta no carro, às vezes se sente um pouco sozinho”, disse. “Porque estamos no carro, estamos fazendo tudo que podemos e você não sabe o que os engenheiros estão olhando, os engenheiros não sentem totalmente o que nós sentimos dentro do carro, e ter essa troca às vezes nós deixa um pouco mais unidos”, opinou.
Wolff também explicou o momento em que aconselhou Russell a se concentrar na corrida, e disse que sentia a possibilidade de ultrapassar Pérez — no entanto, precisava que seu piloto focasse totalmente na disputa, ao invés de perder a concentração ao ficar irritado com o toque sofrido na disputa com o mexicano.
No fim das contas, Russell aproveitou uma ‘cochilada’ de Pérez na relargada do safety-car virtual e deixou o rival para trás, assumindo a terceira colocação já na reta final da prova.
“Eu senti como se ele estivesse preso em um ‘looping‘, ficando irritado com a situação”, explicou Wolff. “Como piloto, você está preso no cockpit, e senti que ele tinha o ritmo, apenas precisava largar a irritação e se concentrar em vencê-lo na pista. No fim, ele foi inteligente. Houve uma pequena confusão com o safety-car virtual, e ele aproveitou”, encerrou.
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