Power escapa de caos, faz prova cerebral em Portland e se aproxima de bi merecido
Will Power tinha medo da largada, agiu com cautela e esperteza para conquistar mais um pódio e se colocar em excelente situação para conquistar o bicampeonato da Indy
Will Power conseguiu o terceiro melhor tempo no Fast Six do sábado, o que deu a ele a segunda posição no grid deste domingo, já que o companheiro de equipe Josef Newgarden foi punido. Na entrevista pós-classificação, nunca foi visto um piloto tão inconformado por largar na primeira fila na Indy. Era um medo justo. Portland tem a largada mais complicada da categoria por conta da primeira curva apertada. O caos reinou por lá desde que a prova voltou ao calendário, em 2018.
E foi justamente o temor que deixou Power mais cerebral, tal como foi em praticamente toda a temporada. Não foi um problema para o australiano perder o segundo posto para Christian Lundgaard logo na largada. Ele sabia do potencial que a Penske tinha, que era o carro mais rápido do fim de semana. Teve tranquilidade para manter o ritmo e dar o troco no dinamarquês logo na primeira rodada de pit-stops.
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E foi cerebral, com calma, que Power se defendeu bem do ataque de Pato O’Ward na segunda metade da corrida. Soube bem negociar os retardatários para aumentar a distância na hora certa ao mexicano. Na relargada final, também manteve postura tranquila, viu o ataque de Pato fracassar após um pequeno toque. O mexicano foi apenas quarto e abandonou a disputa de título.
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“Tivemos uma boa estratégia durante todo o dia e, se o [Christian] Lundgaard não tivesse nos ultrapassado na largada teríamos uma chance de ter atacado o Scott [McLaughlin]. Foi outro dia em que fizemos tudo o que podíamos, tive um encontrão com o Pato [O’Ward], ainda bem que deu tudo certo”, comemorou o piloto do carro #12.
Power merece todos estes elogios justamente quando a Indy teve a atuação mais dominante de um piloto em 2022. Scott McLaughlin largou da pole-position e venceu como se fosse Max Verstappen na Fórmula 1. Soube extrair o melhor do carro, não encarou problemas nos boxes, nem na relargada. Scott tem chances matemáticas de título, mas pouco prováveis. No momento, é quem vive a melhor fase na Indy, com quatro pódios nas últimas cinco corridas. Pena que o baque após derrota no Texas impediu mais de um dos grandes pilotos do ano.
Josef Newgarden é quem sai em baixa pela Penske. A chance de título ainda está viva, e pode muito bem acontecer, mas o fato do bicampeão ter sido superado por vários pilotos na relargada, quando tinha pneus duros contra um pelotão de macios. Ainda é possível, mas é um gosto muito amargo por tudo que a Penske fez no fim de semana.
O outro nome com chances fortes de título é Scott Dixon. Depois de largar de 16º, fez grande recuperação e aproveitou o vacilo de Newgarden e Rossi na relargada final para assumir a quarta posição, e ainda conquistou um pódio depois de Pato O’Ward ser punido pela direção de prova por um bloqueio. O neozelandês foi ao top-10 em 15 das 16 corridas até aqui. Sabe disputar o campeonato como poucos.
A Indy visita Laguna Seca, no próximo domingo, para definir o campeão de uma das temporadas mais equilibradas dos últimos tempos. Power tem apenas um título, e a última prova acabou sendo um trauma em vários momentos da carreira do australiano, como nas batidas em 2010, 2011 e 2012. A história será injusta com Will caso se aposente sem o bicampeonato, e talvez a grande chance esteja justamente aqui.
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