Pilotos da Fórmula E se espantam com lentidão e admitem “muito a descobrir” sobre Gen3
Velocidade dos carros Gen3 no primeiro dia de testes da Fórmula E, em Valência, surpreendeu negativamente e ficou abaixo dos registros do ano passado. Questionados sobre o tema, pilotos argumentaram que ainda é necessário entender mais sobre o novo modelo
A pré-temporada da Fórmula E teve início na última terça-feira (13), em Valência, e já reservou a primeira polêmica do ano na categoria. Com os carros Gen3 anunciados como os mais velozes e tecnológicos da história da modalidade, as velocidades do primeiro dia de testes ficaram abaixo das expectativas e nem mesmo superaram as marcas do ano passado, registradas pelos monopostos de segunda geração. Naturalmente, os pilotos passaram a ser questionados sobre o tema e tentaram encontrar algumas respostas.
Na opinião de Edoardo Mortara, é necessário descobrir mais sobre o carro para poder avaliar sua real capacidade. O suíço admitiu que a expectativa era por uma diferença grande, algo em torno de 4s, mas argumentou que o conhecimento total sobre os Gen2 facilitava a abordagem — ao contrário do que acontece com os ainda inexplorados Gen3.
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“Talvez alguns de nós estivéssemos esperando uma diferença maior, mas acho que isso virá conforme exploramos o carro”, opinou Mortara. “Acho que veremos uma grande diferença nos tempos das corridas, porque os carros são muito mais eficientes, então acho que ainda temos muito a descobrir”, pontuou.

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“Finalizamos a Era Gen2 agora e ainda estamos explorando os sistemas e a performance desse carro, então acho que ainda temos muito a descobrir sobre ele”, ressaltou. “Não é totalmente justo fazer uma comparação nesse momento”, completou o piloto da Maserati.
Ainda em suas primeiras participações pela Porsche, António Félix da Costa seguiu linha parecida à de Mortara. O português, entretanto, afirmou que os novos carros são mais ariscos e exigentes aos pilotos, o que faz com que seja mais difícil de extrair velocidade nas primeiras saídas para a pista. Ainda assim, o companheiro de Pascal Wehrlein confia na qualidade das disputas produzidas pelos novos monopostos.
“Acho que os carros possuem muito mais potência do que antes, mas no momento, está um pouco difícil de usar isso em todas as condições — o que acho que é uma coisa boa para quem está assistindo”, disse Da Costa. “Os pilotos vão errar mais, é mais difícil dominar esse carro, vai produzir disputas muito boas. Você está certo, ele não é tão rápido nesse momento quanto achamos que seria, mas acho vai produzir boas corridas e isso vem com o tempo”, avaliou.

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Por fim, René Rast avaliou que nem todos os times deram tudo de si até agora, o que pode trazer uma avaliação equivocada do real estado de cada carro. Ainda assim, o alemão apontou o fato de que os carros Gen2 já eram amplamente conhecidos, enquanto os Gen3 ainda estão sendo explorados.
“Nem todas as equipes exploraram seus potenciais completos até agora, então acredito que tenhamos muito mais por vir”, opinou Rast. “Mas os carros são mais rápidos, e acho que depois de dois anos pilotando, seremos mais rápidos do que os Gen2 — e espero que por uma boa margem”, finalizou.
Equipes e pilotos ainda retornam à pista de Valência nesta quarta-feira (14), entre 10h e 13h (horário de Brasília), para a segunda sessão do dia. Após um treino livre de 30 minutos, a Fórmula E realizará simulações de classificação e corrida com todos os 22 carros na pista.
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