Mercedes elogia domínio de Russell no Brasil e destaca: “Aprendeu muito na Williams”
Diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin destacou dominância de George Russell no Brasil e crê que dificuldades na Williams prepararam inglês para pressão de andar na frente
A primeira temporada de George Russell na Mercedes trouxe um piloto extremamente maduro, que soube lidar com as deficiências do W13 para subir de desempenho pouco a pouco — até garantir sua primeira vitória na Fórmula 1, no Brasil. E para garantir a posição de honra na largada, foi necessário segurar a pressão do bicampeão mundial Max Verstappen na corrida sprint — algo que chamou a atenção de Andrew Shovlin, diretor de engenharia da equipe alemã, que rasgou elogios ao inglês em conversa com o GRANDE PRÊMIO.
“Acho que ele fez um grande trabalho lidando com a pressão de batalhar com um cara como o Max [Verstappen], que é provavelmente o cara mais difícil na pista de se ultrapassar”, elogiou. “Desde quando George [Russell] estava na Williams, nós sabíamos que ele sabia correr. Ele é muito forte em ultrapassagens, então seu desempenho não foi uma surpresa”, avaliou.
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Shovlin destacou o trabalho que a Mercedes precisou fazer para se colocar em posição de brigar por vitórias, já que o carro da equipe apresentou deficiências no início do ano que a afastaram de Ferrari e Red Bull. Assim, o britânico se disse feliz pelo time alemão ter conseguido subir de nível a ponto de permitir o primeiro triunfo de Russell na Fórmula 1.
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“Foi uma corrida fantástica [no Brasil] e, de onde nós começamos o ano, sabíamos que tínhamos um caminho muito, muito longo a percorrer até chegarmos a um ponto em que pudéssemos vencer corridas”, admitiu. “É encorajador ver que eles estão atingindo algumas das marcas em suas carreiras. Mas foi uma performance absolutamente sem defeitos dele. Ficamos surpresos de ver ele colocar tanta pressão no Max, mas a real surpresa foi quando ele acelerou no final e realmente lidou com ele [Verstappen]”, disse.
Por fim, Shovlin vê Russell totalmente confortável ao ocupar a primeira posição, mesmo precisando encarar uma pressão diferente ao brigar por vitórias. Apesar de ser um cenário novo para quem estava na Williams há apenas um ano, Andrew disse que é justamente o período sofrido de George no time inglês que o credencia a ocupar o topo do pelotão.
“Acho que o George está em casa correndo na frente. Ele obviamente adquiriu habilidades andando mais atrás, onde você normalmente tem muito mais trabalho. Acho que ele aprendeu muito na Williams, mas é bom vê-lo atacando. Ele realmente está pensando onde está posicionando o carro, ele tenta coisas diferentes volta após volta. Acho que ele é um dos pilotos mais inteligentes para pegar os outros de surpresa”, finalizou.
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