Hughes reconhece dificuldade da FE por “alto nível”, mas frisa: “Confio na minha habilidade”
O britânico oriundo da Fórmula 2 terminou em quinto seu eP de estreia na FE e tem se mostrado uma grande surpresa até o momento
A McLaren decidiu se tornar um pouco mais elétrica no automobilismo, assumindo as operações da Mercedes EQ na FE, e fazendo uma parceria com a NEOM — cidade futurística que está sendo construída no Nordeste da Arábia Saudita. Mas outra novidade interessante da equipe vem de Jake Hughes, que veio da Fórmula 2 e está mostrando um desempenho notável até aqui para um novato.
O britânico já chegou mostrando a que veio desde a pré-temporada, quando esteve entre os dez primeiros em todas as sessões realizadas em Valência, inclusive com dois segundos lugares. Já em sua primeira corrida na categoria, classificou-se em terceiro e terminou em quinto, o que também foi um resultado expressivo.
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Fato é que Hughes se mostrou uma surpresa positiva para a categoria, e até aqui se mostra uma escolha acertada para a NEOM McLaren. Ian James, chefe da equipe, afirmou que a pergunta sobre a escolha do piloto inglês para ser titular “tem sido muito feita” e contou que a equipe precisava de estabilidade nesse começo, pois é um projeto novo, já que a McLaren assumiu as operações da Mercedes EQ nessa temporada.
“Existem grandes talentos no paddock da Fórmula E e alguns grandes talentos querendo entrar na Fórmula E”, contou ao The Race antes da corrida. “Mas uma das coisas que sabíamos que precisávamos fazer ao entrar na era Gen3, especialmente com a transição que tivemos como equipe, era realmente criar alguma estabilidade em nossa equipe. Zak [Brown, CEO da McLaren] mencionou antes sobre manter toda a equipe unida e isso é algo que temos feito com bastante sucesso”, comentou.
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Apesar da estreia de Hughes ter de fato sido no eP da Cidade do México, ele passou as duas últimas temporadas como piloto de testes da Mercedes EQ e da Venturi (agora Maserati). Ian James também contou sobre a decisão da escolha do inglês, e avaliou que ele não havia conseguido mostrar seu potencial como piloto até então.
“Demos uma olhada nos pilotos e obviamente nossos dois pilotos anteriores, Stoffel [Vandoorne] e Nyck [de Vries], seguiram em frente. Jake estava com a equipe há alguns anos, e acho que ele foi muito subestimado no passado como piloto, não acho que ele sempre teve o equipamento para mostrar do que é capaz. Portanto, foi realmente um verdadeiro privilégio poder oferecer a ele uma oportunidade agora no cockpit”, celebrou.
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Na estreia, Hughes não decepcionou. No entanto, ele contou que a corrida foi um pouco difícil e teve dificuldade para ultrapassar Lucas Di Grassi, que terminou em terceiro com a Mahindra.
“Foi uma corrida um pouco difícil, parecia que tínhamos boa energia e boa eficiência em comparação com Lucas, embora os Porsche parecessem estar em seu próprio campeonato, para ser honesto”, disse ao The Race. “Os Andretti e Pascal [Wehrlein], pareciam fortes. Mas definitivamente tínhamos um ritmo melhor do que Lucas, simplesmente não conseguíamos fazer uma ultrapassagem”, analisou.

Apesar de ter ficado um pouco frustrado com a ultrapassagem de Lotterer na última volta, o quinto lugar foi um resultado para ser celebrado. O saldo do fim de semana é um bom começo para quem nunca deixou de acreditar na própria capacidade para superar as dificuldades da carreira até aqui.
“Estou obviamente muito feliz, mas sou um cara confiante em minhas próprias habilidades. Dados os cenários e situações que tive ao passar pela base em termos de não [ter] muito apoio financeiro, para poder chegar onde cheguei, tive de ser bastante confiante em minha própria capacidade. Eu estava acreditando plenamente que merecia estar aqui, então, desse ponto de vista, não me sinto nem um pouco sobrecarregado”, disse.
“Dito isso, a Fórmula E é muito difícil; todos são de classe mundial aqui, e as diferenças são muito poucas. Então, eu estava entrando com uma pitada de realismo também para dizer que sinto que tenho um bom ritmo, estou confiante e, se fizer meu trabalho, sinto que podemos conseguir alguns bons pontos, mas todos são capazes de fazer isso. O fato de realmente termos ficado entre os cinco primeiros no final, considerando todas as coisas, me deixou feliz”, finalizou.
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