Russell reitera necessidade de “calendário mais sustentável” na F1 e torce por melhora

George Russell foi questionado pelo tenista Novak Djokovic sobre o tempo de adaptação dos pilotos de F1 entre uma corrida e outra por conta das inúmeras viagens e disse que há conversas para melhorar a logística

Não fosse pelas consequências ainda da covid-19, a Fórmula 1 estaria neste fim de semana em Xangai, para a disputa do GP da China. No entanto, mesmo com o cancelamento da prova, o calendário de 2023 manteve o número recorde de 23 GPs, o que levantou muitas questões sobre a relação entre a logística e a sustentabilidade. George Russell falou sobre o tema e disse que espera por uma melhora para os próximos anos.

O assunto foi pauta de uma conversa entre o piloto da Mercedes e o tenista Novak Djokovic. Por conta da pausa prolongada, Russell acompanhou o Masters 1000 de Monte Carlo e aproveitou para encontrar o atleta da Sérvia.

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George Russell acredita que a logística do calendário da F1 pode melhorar nos próximos anos (Foto: AFP)

Durante o bate-papo, os dois falavam sobre as diferenças entre as modalidades, e Djokovic observou que o calendário da F1 exige viagens regulares entre os continentes ao longo do ano. O tenista, então, questionou Russell sobre o tempo que leva para se acostumar com o fuso entre as viagens, e o #63 admitiu que precisaria de “provavelmente uma semana” para se recuperar do fim de semana em Melbourne, na Austrália.

Diante da surpresa de Novak com o malabarismo logístico, Russell continuou: “Há algumas conversas sobre isso [o calendário]”.

Não é a primeira vez que o presidente da GPDA (Associação dos Pilotos da F1) se manifesta sobre o desejo de que haja um ajuste no calendário. Durante a passagem da categoria pela Austrália, Russell disse que os pilotos conversaram com Stefano Domenicali, presidente da F1, sobre o calendário. “Coletivamente, temos uma contribuição muito forte. Acho que Stefano está muito aberto a ouvir nossas opiniões e conversar.”

“Há certamente muita conversa sobre o quão sustentável é o calendário, pulando do Oriente Médio para a América e voltando à Europa. Acho que isso será melhorado nos próximos anos”, acrescentou o piloto.

“Definitivamente, acho que a Austrália precisa realizar uma corrida consecutiva ao Oriente Médio, pois quase todos nós voamos para cá num sábado ou num domingo na semana passada. Os mecânicos e engenheiros também, então você perde esses três ou quatro dias adicionais. Portanto, faz sentido ser seguido do Oriente Médio”, concluiu.

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