“Coleta de informações”: pilotos enxergam sprint em Baku como ‘teste com bônus’
Logan Sargeant falou em usar sprint como "sessão de testes" caso esteja fora da zona de pontuação, enquanto Nico Hülkenberg e Guanyu Zhou destacaram importância de limpar a pista e manter o carro intacto
A Fórmula 1 se prepara para estrear seu novo formato de etapas sprint neste fim de semana, no GP do Azerbaijão, mas os planos de deixar a corrida de sábado (29) mais interessante — ao torná-la independente da prova de domingo — podem não sair conforme o planejado. Segundo Logan Sargeant, da Williams, aqueles que estiverem fora da zona de pontuação passarão a encarar a disputa como um teste, já pensando nos desafios da prova principal em Baku.
“Acho que, nessa situação [estar fora dos pontos], você vai acabar usando a sprint para coletar informações para a corrida de domingo”, admitiu Sargeant. “Ao mesmo tempo, as coisas podem se tornar complexas na primeiras curva e, talvez, você esteja em uma boa posição, em que consiga pontuar”, destacou.
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“Então, qualquer coisa pode acontecer, especialmente aqui [no Azerbaijão]”, ressaltou Logan. “Mas acho que, depois das primeiras seis, sete voltas, se você não estiver pontuando, usará a sprint mais como uma sessão de testes”, frisou.
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Nico Hülkenberg, de volta ao grid da Fórmula 1 pela Haas este ano, seguiu em linha parecida ao americano. Como a pista de rua em Baku é conhecida pela sujeira no asfalto, que vai sendo limpo ao longo do fim de semana, o piloto alemão destacou que é importante — mesmo que esteja fora da zona de pontuação na sprint — continuar registrando voltas para encontrar o ritmo ideal antes da prova de domingo.
“Acho que você não verá as clássicas jornadas longas do TL2, porque não há tempo”, disse Hülkenberg. “Além disso, aqui nós temos uma pista historicamente muito suja, e isso evolui muito ao longo do fim de semana. Então, acho que é continuar fazendo voltas para encontrar o ritmo e ganhar confiança”, afirmou.
Por fim, Guanyu Zhou, da Alfa Romeo, destacou a importância de não danificar as peças do carro — principalmente em uma etapa que prevê atualizações de algumas equipes. Assim, caso esteja fora da briga, o chinês destacou a importância de manter o monoposto intacto para a disputa do dia seguinte. Além disso, o companheiro de Valtteri Bottas elogiou as mudanças feitas no formato e disse preferir o modelo que estreia neste fim de semana.

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“Até onde sabemos, estamos sempre tentando lutar, mas ainda precisamos garantir que não vamos danificar nenhuma peça”, reconheceu Zhou. “Porque, obviamente, não somos como as equipes grandes, que possuem um largo estoque. Aqui, nós temos atualizações, novas asas dianteiras na pista, então precisamos nos controlar de certa forma”, prosseguiu.
“Obviamente, em geral, como piloto, ainda gosto do formato tradicional”, confessou. “Mas acho que, com os ajustes no formato atual em comparação ao ano passado, o modelo de Baku é melhor. Por exemplo, eu fui tocado na primeira curva em Ímola [em 2022] e precisei largar do fundo do pelotão na corrida”, finalizou.
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