Russell “cruza dedos” por novo W14, mas admite: atualizações “não vão mudar o mundo”
Há muita expectativa em torno das atualizações que a Mercedes levará para Ímola, neste final de semana, mas George Russell está ciente de que não haverá milagres da noite para o dia
A partir de sexta-feira (19), quando os carros da Fórmula 1 partirem para o primeiro treino livre em Ímola, a Mercedes começará a ter as respostas sobre o seu aguardado pacote de atualizações. Mas apesar da torcida para que, ao menos, as mudanças guiem a equipe alemã de volta aos tempos de glória, George Russell sabe que nenhum milagre será visto do dia para noite.
A expectativa é grande, principalmente porque o W14 ‘B’ pode enfim abandonar o controverso conceito do sidepod nulo. Russell, no entanto, entende que ainda há muito o que melhorar até a Mercedes ter novamente nas mãos um carro capaz de desafiar a Red Bull.
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Falando aos jornalistas após o GP de Miami, o #63 disse que espera que o novo pacote “seja positivo”, mas foi realista: “Não vai mudar o mundo para nós a curto prazo, mas esperamos que seja um passo na direção certa.”
“Acho que não podemos nos deixar levar, temos de responder na pista. Temos de ver como as atualizações vão funcionar quando as tivermos. Dedos cruzados, eles [a equipe] são brilhantes, mas só vamos saber na sexta-feira pela manhã”, ressaltou.
Na corrida americana, tanto Russell quanto Lewis Hamilton tiveram bastante dificuldades, principalmente na classificação. George ainda conseguiu avançar para o Q3, mas o heptacampeão amargou o 13º lugar no grid.
“Acho que [o resultado ruim] é porque o carro é bastante desafiador de pilotar no momento. Temos muito a melhorar. Como eu disse, sabemos onde estamos agora”, completou o britânico.
Esta semana, o diretor de engenharia de pista da Mercedes, Andrew Shovlin, falou sobre a meta número 1 da equipe para a Emília-Romanha: melhorar a classificação e o ritmo de corrida. E o pacote deste final de semana é apenas o primeiro passo, nas palavras do engenheiro.
“O principal, porém, é que não estamos buscando um progresso no tempo de volta, estamos olhando para para uma direção diferente de desenvolvimento. Um que acho que nos dará uma chance melhor a longo prazo de sermos capazes de lutar por vitórias e títulos”, concluiu Shovlin.
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