Alpine pede que gastos com infraestrutura fiquem fora do teto da F1: “Nivelar o grid”

Otmar Szafnauer, chefe da Alpine, apontou que, sobretudo para 2026, é necessário que haja essa mudança na regra do teto orçamentário

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Apesar de estar no terceiro ano de validade, o teto orçamentário ainda é, de certa maneira, uma novidade na Fórmula 1 à qual as equipes tentam se ajustar. Se a ordem era de gastos desenfreados no passado, os times agora precisam escolher para onde é que vão os dólares à disposição ao longo de uma temporada. O chefe da Alpine, Otmar Szafnauer, acredita que o caminho é fazer uma separação das razões dos gastos e separar aquilo que é investindo em infraestrutura dos aportes voltados diretamente para as pistas.

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O ponto de Szafnauer é que FIA e Fórmula 1 acabam favorecendo as equipes maiores e que já tinham infraestrutura de primeira linha quando define que toda e qualquer despesa voltada para equipamentos também se enquadra no mesmo balaio de desenvolvimento do carro. Enquanto as equipes de meio de pelotão investem em novos equipamentos, as grandes podem gastar mais nos carros.

É algo que ficou estabelecido com a Williams, no mês passado, quando o time inglês fez um pedido especial para que a FIA permita que certos investimentos com maquinário fossem mantidos fora do teto orçamentário. E é um ponto importante para Szafnauer, visto que a Alpine, apesar de fazer parte da Renault, não tem tecnologia e estrutura do mesmo nível das rivais mais endinheiradas na F1. Atualmente, por exemplo, a equipe investe em novos simuladores para os próximos meses.

Infraestrutura para todos: Alpine quer que investimentos fiquem fora do teto (Foto: AFP)

“Temos de garantir que a FIA permita certa quantidade de infraestrutura que todas as equipes precisam para que sejam competitivas ou que o grid esteja nivelado sem contar o teto orçamentário. [Hoje] temos um teto para as despesas”, afirmou.

A maior preocupação para Szafnauer, contudo, nem é para agora, mas para 2026 e o novo pacote de regras. Especialmente porque certas mudanças estruturais terão de ser feitas obrigatoriamente, para atingir as diretrizes definidas pela FIA. Aí, a preparação do carro vai sofrer.

“Uma parte do teto vai precisar ser gasta nas regras. Por exemplo, a regra para 2026 exige um novo tipo de dinamômetro. O que temos agora não vai servir, então é um dinheiro que precisa ser gasto. E, uma vez que você faça isso, não tem mais dinheiro para outras questões”, seguiu.

“Então, a FIA — e estamos trabalhando com eles — precisa permitir que parte da infraestrutura fique fora dos limites estabelecidos pelo teto orçamentário. Permitiram para o novo túnel de vento da Aston Martin, senão jamais aconteceria um investimento assim num túnel de vento. Se o teto permite US$ 36 milhões, o túnel custa US$ 70 milhões”, finalizou.

A Fórmula 1 continua a temporada 2023 nesta semana, com o GP de Mônaco, em Monte Carlo, entre os dias 26 a 28 de maio.

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