Diretor assume má fase, mas afasta boatos: “Sem indício de que Yamaha deixe MotoGP”

Diretor da Yamaha, Lin Jarvis assumiu que o momento na MotoGP é difícil, mas avaliou que vê a marca empenhada na busca de soluções. Ainda, o dirigente frisou que a cúpula reconhece a importância das corridas na imagem da casa dos três diapasões

Diretor da Yamaha, Lin Jarvis afirmou que não vê “indícios” de que a marca planeje abandonar a MotoGP. O dirigente assumiu que a equipe de Fabio Quartararo e Maverick Viñales atravessa uma fase ruim, mas a marca dos três diapasões reconhece a importância das corridas.

A Yamaha ocupa hoje a lanterna do Mundial de Construtores e tem sido alvo de muitas criticas de Quartararo, que segue cobrando não só melhora na YZR-M1, mas uma mudança na maneira que a companhia trabalha.

Lin Jarvis garantiu que a Yamaha segue comprometida com a MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP

Relacionadas

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!

A casa de Iwata soma 245 vitórias na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, atrás apenas da Honda, que venceu 313 GPs. Ano passado, os japoneses foram vice-campeões do Mundial de Pilotos com o francês de Nice.

Em um momento em que a MotoGP é dominada por fábricas europeias como Ducati e KTM e a Yamaha é criticada por estar perdendo as qualidades da M1, Jarvis assume os problemas, mas garante que o compromisso dos japoneses segue intacto.

“Acompanhei essas especulações nos meios de comunicação nos últimos dias. Estão aparecendo por todas as partes… Muita gente está colocando essas perguntas na mesa”, disse Jarvis à publicação alemã Speedweek. “Não se pode negar que Yamaha e Honda estão lutando neste momento na MotoGP. São 16 motos de fabricantes europeus no campeonato, mas só seis do Japão. As duas marcas têm de lutar contra rivais europeus no quesito rendimento. É compreensível que apareçam estas considerações no momento”, seguiu.

“Não posso falar pela Honda, mas posso assegurar que não vejo nenhuma falta de compromisso na Yamaha. E da mais alta direção até a base”, garantiu.

Atualmente, todas as cinco fábricas presentes no grid têm contrato assinado com a Dorna para seguir na MotoGP até 2026. Isso, porém, não impediu a Suzuki de abandonar o Mundial, já que o acordo que tinha ainda estava em vigor.

Jarvis destacou que, em Jerez, contou com a visita de Yoshihiro Hidaka, presidente da Yamaha Motor Japão, e de Éric de Seynes, diretor da Yamaha Europa, que deram um apoio “muito enérgico” à equipe.

“Eles reconhecem o que as corridas fizeram pela marca Yamaha no passado e o que seguirão fazendo pela imagem no futuro. Eles puderam viver, ver e experimentar de perto nosso nível atual. E também sabem do que precisamos no futuro: investimentos e mudança na nossa forma de trabalhar”, ponderou. “Tivemos boas conversas em Jerez”, reforçou.

Lin afirmou que não vê sinais de que a Yamaha planeje abandonar a MotoGP e também não acredita nessa possibilidade.

“Não vejo nenhum indício de que a Yamaha se retire da MotoGP. Não acredito nisso”, afirmou. “Ao mesmo tempo, temos de ser muito realistas. Se nos fixarmos na situação da Suzuki há um ano, eles também não esperavam. Mas, pessoalmente, não tenho dúvidas. Espero que continue assim”, declarou.

À emissora inglesa BT Sport, De Seynes afirmou que a Yamaha sabe bem quais as dificuldades que enfrenta e trabalha duro para sanar os problemas.

“Durante o ano passado, nós trabalhamos duro, seguindo as recomendações de Fabio. Investimos, temos um novo motor e podemos ver que a velocidade máxima melhorou significativamente. Agora temos de proteger as nossas vantagens chave”, considerou De Seynes. “Podemos ver que KTM e Ducati estão trabalhando duro na aerodinâmica. Foram capazes de compensar seus pontos fracos. Nós não temos as mesmas vantagens que no passado. Estamos trabalhando duro nisso”, garantiu.

“Temos uma desvantagem: a moto é nova, mais do que parece. Agora só temos duas sessões de treinos, não três. As duas sessões passam muito rápido, por isso seguimos tendo problemas na classificação. Mas, em condições de corrida, conseguimos estar na frente, então só temos de melhorar na classificação”, encerrou.

MotoGP volta às pistas no dia 11 de junho, para o GP da Itália, em MugelloGRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2023.

Divórcio entre Razgatlioglu e Yamaha diminui ameaça a Morbidelli na MotoGP
Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!