Albon vê vento forte como determinante para top-5 da Williams: “É pior para os outros”
Após terceiro lugar, Alexander Albon mostrou cautela visando o GP da Inglaterra ao avaliar o surpreendente resultado na segunda sessão de treinos livres
Os ventos de Silverstone sopraram a favor da Williams no TL2 do GP da Inglaterra. Nesta sexta-feira (7), o FW45 performou de maneira competitiva com Alexander Albon em terceiro e Logan Sargeant em quinto lugar. Apesar estar contente com os resultados, Albon se mostrou cauteloso para a classificação e a corrida e apontou a forte corrente de ar no templo do automobilismo como determinante para a conquista dos surpreendentes resultados no segundo treino livre.
Com o design especial em comemoração aos 800 GPs na história da F1, a Williams viveu seus tempos de auge técnico no TL2 do GP da Inglaterra. Os carros #23 e #2 se mostraram competitivos durante os 60 minutos de atividade em pista e terminaram dentro do top-5 da sessão. “Eu estaria mentindo se dissesse que não é surpreendente”, admitiu Albon, em entrevista coletiva após os treinos livres.
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Ainda segundo o tailandês, apesar do pacote de atualizações melhorar o desempenho do FW45 em curvas de alta velocidade, como é o caso do traçado de Silverstone, as fortes rajadas de vento podem ter influenciado no resultado na sessão em comparação com Aston Martin e Mercedes.
“É estranho porque, sem parecer muito pessimista, não pareceu ótimo para nós, mas claramente deve parecer pior para os outros”, avaliou. “O vento é um verdadeiro incômodo, realmente afeta o equilíbrio do carro. Mas parece que estamos lidando com isso muito melhor do que todos os outros”, completou.
Apesar da performance deixá-lo animado para classificação e corrida, Albon afirmou que tudo pode ser diferente caso o vento se comporte de outra maneira no sábado e domingo em Silverstone. “Sinceramente, se falarmos sobre equilíbrio, cada curva é diferente aqui porque o vento está atingindo o carro de diferentes maneiras. Então você tem o que chamamos de carro muito ‘desconectado'”, disse.
“Há muito para fazer, mas também é muito difícil, por exemplo, a curva três é de saída de traseira e a curva quatro é saída de frente. Você não pode realmente atacar essas curvas e fazer ajustes no carro porque as velocidades das curvas são as mesmas e você apenas tem um vento de frente e depois um vento de traseira. Então é tudo sobre compromisso nesse circuito.”, completou.

Diante desse cenário instável, Albon se mostrou cauteloso para classificação e corrida. “Mas é uma incógnita. Honestamente, nosso ritmo em simulações de corrida também foi forte considerando que estávamos com pneus duros. Temos que manter os pés no chão e focar em nós mesmos. Mas é algo estranho terminar as voltas e se ver entre os três primeiros.”
Com o quinto tempo, Sargeant seguiu a mesma linha de raciocínio de Albon após o TL2. “Foi uma sexta-feira decente em Silverstone, apesar de ser bastante complicada com altas temperaturas e ventos fortes, o que tornou a volta muito imprevisível. Fizemos um bom trabalho para lidar com isso, mas ainda há algumas melhorias a serem feitas antes de amanhã. De qualquer forma, foi um ótimo dia pilotando nessa pista incrível e estou ansioso pelo dia de amanhã”, concluiu.
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