Stoner reitera crítica à aerodinâmica e vê MotoGP como “carros de F1 com duas rodas”
Crítico ferrenho dos rumos regulamentares da MotoGP, Casey Stoner avaliou que as motos atuais viraram carros de Fórmula 1 com duas rodas. Australiano assumiu que eliminaria a aerodinâmica por completo se pudesse
Casey Stoner não encara com bons olhos a crescente importância da aerodinâmica da MotoGP. Crítico ferrenho do regulamento atual, o australiano avaliou que as motos de hoje são “carros de Fórmula 1 com duas rodas”.
A revolução aerodinâmica da MotoGP começou em 2016, principalmente pelas mãos de Gigi Dall’Igna, pai da Desmosedici atual. Primeiro, o italiano colocou em cena as asas, que acabaram sendo vetadas pelas rivais sob a alegação de problemas de segurança.

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A casa de Borgo Panigale, porém, tratou de buscar brechas regulamentares que permitiram a evolução aerodinâmica. O movimento foi copiado especialmente por outras fábricas europeias, deixando as gigantes Honda e Yamaha para escanteio.
A tendência de exploração aerodinâmica foi tamanha que a ligação com a F1 ficou ainda maior. A Aprilia, por exemplo, tem como diretor-executivo Massimo Rivola, que veio da Ferrari. A KTM, por sua vez, confiou à Red Bull o trabalho na RC16. A própria Yamaha recorreu a Luca Marmorini, ex-chefe de motores da escuderia de Maranello para cuidar do motor da YZR-M1.
Com experiência nas equipes da fábrica da italiana Ducati e da japonesa Honda, Stoner negou que “Honda e Yamaha tenham culpa na situação atual”. De acordo com o australiano, “as regras mudaram para ajudar os fabricantes europeus”.
O bicampeão da MotoGP apontou que o trabalho aerodinâmico “consome muitos recursos e também acontece que é mais difícil desenvolver algo rapidamente no Japão do que na Europa”.
Sempre crítico dos rumos que levaram à MotoGP ao momento atual, Stoner voltou a disparar contra a crescente importância da aerodinâmica.
“As motos de agora são carros de F1 com duas rodas”, disparou, apontando, também, um problema de segurança. “O risco se duplica ou se triplica. As motos são muito rápidas com essa aerodinâmica. Eu limitaria o máximo possível ou talvez a eliminaria por completo”, encerrou.
A MotoGP está de férias e volta à ativa apenas entre os dias 4 e 6 de agosto para o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2023.
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