Shwartzman elogia Piastri e admite vontade de revanche após derrota na F2: “Tive problemas”
Derrotado por Oscar Piastri em seu último ano de F2, Robert Shwartzman admitiu, em conversa exclusiva com o GRANDE PRÊMIO, que gostaria de uma revanche contra o australiano. Por outro lado, elogiou o ex-rival, "o mais competitivo" que já enfrentou
Em sua última temporada completa em competições de monopostos, em 2021, Robert Shwartzman amargou o vice-campeonato da Fórmula 2 para Oscar Piastri, um dos grandes talentos recentes a surgirem na Fórmula 1. Membro da Academia Alpine desde muito jovem, o australiano virou alvo de competição entre a equipe francesa e a McLaren, que levou a melhor em processo que chegou a envolver a Justiça e assinou com o piloto para 2023. Em conversa exclusiva com o GRANDE PRÊMIO, Robert — que pertence à Academia da Ferrari — rasgou elogios ao ex-rival.
“Acho que ele está fazendo um grande trabalho”, disse Shwartzman ao GP. “Conheço Oscar [Piastri] e, sendo honesto, em minha carreira, acho que ele é o único que realmente admiro. É um grande piloto”, elogiou.
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Segundo Shwartzman, apesar de ser um piloto forte, Piastri sempre foi justo dentro das pistas. Por outro lado, apesar dos elogios, Robert ressaltou os problemas que teve em alguns momentos da temporada 2021 e disse que “adoraria” ter uma nova oportunidade de encarar o australiano, já que acredita ter o que é necessário para vencê-lo.
“Ele foi o único que conseguiu me vencer — para ser honesto, tive muitos problemas naquela temporada e gostaria muito de ter uma nova oportunidade contra ele. Porém, em minha opinião, de todos os pilotos que enfrentei, ele foi o mais competitivo — mas, ao mesmo tempo, justo”, destacou.

Na temporada que terminou com o título de Piastri, Shwartzman foi superior a nomes como Guanyu Zhou, titular da Alfa Romeo; Liam Lawson, que estreou pela AlphaTauri este ano; Felipe Drugovich, campeão da F2 2022; Théo Pourchaire, vencedor em 2023; além de Dan Ticktum e Jehan Daruvala, titulares da Fórmula E por ERT e Maserati, respectivamente.
Desta forma, Robert admitiu que ver o sucesso de Piastri o motiva a seguir buscando a F1, seu objetivo principal de carreira. Principalmente porque, no caso de existir uma competição entre os dois, Shwartzman crê que poderia alcançar os mesmos resultados do australiano — ou até melhor.
“Ele sempre foi justo, e gosto disso — ele nunca fez joguinhos. É muito forte e está fazendo um grande trabalho na Fórmula 1, não me surpreende que esteja recebendo tanta atenção. E isso também me motiva”, garantiu.

“Sinto que, em caso de uma oportunidade, poderia fazer um trabalho igual ou até melhor do que Oscar”, analisou Shwartzman. “Mas, como disse, cabe a Deus decidir se isso vai acontecer ou não”, finalizou.
Com a temporada encerrada, a Fórmula 1 retorna apenas no ano que vem, no dia 2 de março, com a estreia do campeonato no GP do Bahrein.
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