Williams projeta “top-3 em 4 anos” e aponta caminho: “Ter mentalidade vencedora”
Diretor-técnico da Williams, Pat Fry explicou que a primeira coisa que precisa mudar numa equipe que almeja vitórias e título a longo prazo é o pensamento
Após um 2022 em que terminou na lanterna no Mundial de Construtores da Fórmula 1, a Williams conseguiu acertar a mão com a chegada de James Vowles e fechou o ano em sétimo lugar, porém a equipe não esconde que a meta é voltar a brigar pelo campeonato. E o primeiro passo para a equipe inglesa é “desenvolver uma mentalidade vencedora”, na visão de Pat Fry.
O engenheiro britânico foi recrutado para o time de Grove para o cargo de diretor-técnico após deixar a Alpine no meio da temporada 2023. Com passagem por McLaren e Ferrari, Fry tem sido visto como uma das peças-chave para o trabalho a longo prazo que a equipe espera desenvolver em busca de retornar aos tempos de glória na elite do automobilismo mundial.
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“O objetivo máximo no final das contas é ser um concorrente no campeonato”, explicou Fry, na Williams desde novembro. “Daqui a dois, três, quatro anos, precisamos entrar na briga, entrar no top-3. É uma tarefa difícil quando se está construindo a partir de onde estamos, mas acho que tudo é possível”, salientou
“Tendo trabalhado com Ron [Dennis] e [o mantra de que] ‘o segundo é o primeiro dos perdedores’, tendo trabalhado na Ferrari por cinco anos, onde você comemora a vitória e nada mais, estou meio contaminado assim. Portanto, precisamos reconstruir esse espaço para sermos um time vencedor”, completou Fry, ressaltando que por mais que a Williams ainda enfrente problemas por conta da disparidade de infraestrutura comparada às demais rivais, tudo começa com a mudança de pensamento.

“Em uma equipe que não se tem recursos suficientes, você acaba com sistemas individuais em cada lugar e constrói uma empresa sem uma visão geral. E a primeira coisa é: qual é a visão geral? Aí começa com qualquer coisa, ‘ganhar o título em cinco anos’. Depois disso, precisamos colocar as ferramentas no lugar. Temos de desenvolver as pessoas, desenvolver a mentalidade”, seguiu, admitindo, no entanto, que “é fácil de projetar e difícil de fazer”.
Fry ainda falou sobre o trabalho atual com a Williams e explicou que a primeira coisa que tem feito é um levantamento de todas as ferramentas e tecnologias que terão de ser usadas daqui a cinco anos. “Você tem de pensar muito à frente, porque muitas dessas coisas levam bastante tempo para serem implementadas.”
“Já tenho tido esse tipo de conversa com os vários gestores dos departamentos, por isso é bom saber onde estamos, onde precisamos chegar e tentar reunir tudo. Será uma decisão coletiva sobre onde realmente precisamos chegar e o que realmente precisamos”, concluiu Fry.
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