Alpine mostra convicção e rejeita novas mudanças para F1 2026: “Faremos bons carros”
A Alpine já está de olho nas modificações que serão implementadas na Fórmula 1 a partir de 2026 e acredita que novidades devem ser anunciadas em breve para desenvolvimento das novas unidades de potências
A Fórmula 1 prepara um novo regulamento para 2026, com profundas modificações nos chassis e nos motores, inclusive com a entrada de novas fabricantes. Para Bruno Famin, chefe da Alpine, a parte aerodinâmica será mais importante e deve tirar o peso das unidades de potência no balanço de forças do grid.
O regulamento para 2026 ainda não foi finalizado, mas as equipes já têm indicações do rumo do esporte. A partir de 2026, a F1 terá 50% da propulsão originada da energia elétrica. A bateria deve ser responsável por cerca de 475 cv de todo o desempenho do sistema. Para que tudo funcione da forma mais eficiente possível, os carros devem se tornar menores e mais leves.
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Um rascunho apresentado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pouco antes do GP do México indicava que, para diminuir a resistência do ar, a largura do bólido seria reduzida de 200 cm para 190 cm. O mesmo acontece com o tamanho das rodas, que vai cair de 18 para 16 polegadas. Por fim, outra medida reduzida foi a distância do entre-eixos, que perdeu 20 cm e deve ser limitada a 340 cm.
A preocupação, porém, é o carregamento da bateria. Dados iniciais de simulares entregues aos times mostram que pilotos podem frear nas retras ou mesmo diminuir marchas para que a regeneração necessária da bateria aconteça. Famin comentou sobre essas preocupações.

“Acho que todos nós dividimos essa preocupação [em depender muito da unidade de potência]”, disse o chefe da Alpine.
“Estamos trabalhando com F1, FIA, outras equipes e fabricantes para encontrar o regulamento final e adequado para os carros. Acredito que o controle da energia é algo que podemos trabalhar nos próximos meses, não há pressa”, afirmou.
“O que posso dizer é que como o regulamento técnico das unidades de potência foi oficializado há um tempo, cerca de um ano e meio, todos os fabricantes estão trabalhando duro. Já fizemos escolhas muito importantes em termos de qual caminho seguir ou tecnologia desenvolver. Mudar agora não seria uma boa coisa, não é aceitável, mas estou convencido de que vamos encontrar um caminho com o regulamento técnico dos chassis e faremos bons carros”, completou o dirigente.
O peso dos modelos também serão ajustados para 2026. Inicialmente, quando surgiram as primeiras informações, a intenção era baixar a massa em cerca de 50 kg. A medida era um tanto otimista, mas havia uma projeção de até duas temporadas para atingir esse corte. Agora, fala-se em um valor que varia entre 25 kg e 30 kg.
Os carros também devem se tornar ligeiramente mais lentos. As últimas simulações mostram um pequeno aumento nos tempos de volta. Mas isso vai depender das características de cada pista, mas a previsão é uma perda de 1s por volta.
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