Mercedes diz que Hamilton segue com “necessidade compulsiva de vencer” na F1

James Allison, diretor-técnico da Mercedes, diz que não há dúvidas dentro da equipe sobre a motivação de Lewis Hamilton após suas duas primeiras temporadas sem vitórias na Fórmula 1

Lewis Hamilton viveu dois de seus anos mais complicados na carreira na Fórmula 1 nas últimas temporadas. O heptacampeão lutou contra carros rebeldes da Mercedes em 2022 e 2023 e, apesar do terceiro lugar no Mundial de Pilotos no ano passado, segue sem vencer desde o GP da Arábia Saudita de 2021.

Aos 39 anos, há quem duvide da capacidade e motivação do britânico, mas não dentro da Mercedes, James Allison, diretor-técnico do time que está de contrato renovado, disse que Hamilton segue tendo uma necessidade compulsiva por vitórias e ressaltou que a equipe alemã que não lhe deu o equipamento necessário para triunfar.

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“Acho que seria difícil encontrar um piloto em qualquer lugar do grid que não esteja motivado. Acho que isso é algo natural da situação deles. E, de modo geral, quanto mais sucesso os pilotos tiverem tido, mais inevitável é essa necessidade compulsiva de vencer”, relatou Allison ao Motorsport.

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James Allison acredita que será possível alcançar a Red Bull em 2024 (Foto: AFP)

“No caso de Lewis, é apenas uma parte essencial de quem ele é, então não há dúvidas sobre sua motivação para voltar às vitórias. Mas se ele conseguirá ou não fazer isso, estará muito mais nas mãos do equipamento que lhe demos do que nas suas próprias mãos. Ele sempre teve essa habilidade dentro dele”, destacou o diretor-técnico.

Sem muito trabalho no período de inverno no hemisfério norte, Hamilton aproveitou para passar o ano-novo no Brasil, na Bahia. Allison apontou que este é um momento em que os pilotos precisam apenas se manter preparados para a temporada, enquanto a Mercedes trata de desenvolver o carro para 2024.

“O papel de ambos os pilotos durante o inverno é, em grande parte, cuidar de sua condição física, garantir que estejam mentalmente preparados e apenas manter contato conosco sobre nossos sucessos e fracassos enquanto estamos nos esforçando para conseguir desenhar, construir, testar e deixar o carro pronto para eles”, explicou James.

“Não é uma parte do ano em que eles possam ter outro papel além de observar o que estamos fazendo. Uma vez que o carro esteja funcionando e falando conosco, então o intérprete é o piloto, e aí a voz deles começam a ter um peso muito maior. Então, durante o inverno, é só se prepararem para o novo desafio”, concluiu o engenheiro da Mercedes.

 A Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein, no circuito de Sakhir.

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