MotoGP revela procura de novas montadoras após aprovação de regulamento para 2027
Carmelo Ezpeleta não abriu os nomes das fabricantes interessadas, mas apontou que entrada não deve afetar a sustentabilidade da MotoGP
Na esteira de um novo regulamento anunciado nesta semana, a MotoGP olha para o futuro de olho também em novas montadoras para o grid na temporada 2027. O CEO da Dorna, Carmelo Ezpeleta, confirmou que a categoria tem sido abordada pelas fabricantes por uma vaga no grid.
Embora não tenha, evidentemente, revelado os nomes das empresas, circulam rumores no paddock que a BMW tem interesse em assumir as vagas deixadas pela Suzuki, que deixou o Mundial de Velocidade ao final da temporada 2022.
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“Fomos abordados por diversos fabricantes, mas estavam à espera de conhecer o novo regulamento técnico. Adoramos todas as cinco montadoras envolvidas conosco neste momento, colaboraram demais na criação das novas regras, mas sim, temos outras empresas interessadas em fazer parte do grid”, disse.
A Comissão de GP aprovou um novo regulamento técnico, que tem como principal novidade a mudança de capacidade dos motores, abandonando os atuais 1000cc em favor dos 850cc. Além disso, o código prevê mudanças no peso das motos e o fim dos dispositivos que ajustam a altura dos protótipos, inclusive para a largada.

Mas as mudanças vão além. A Comissão de GP aprovou, ainda, uma modificação no regulamento de concessões, que foi atualizado no ano passado. A partir de 2027, as fábricas que correram em 2026 serão colocadas no grupo B, com o ranking reavaliado na metade do ano, tendo como base a primeira parte da temporada. Sendo assim, motores serão congelados para todos, com testes restritos a pilotos de provas e wild-cards limitados a três por ano.
Ezpeleta fez questão de enfatizar que somente as atuais montadoras do grid influenciaram os novos regulamentos. “Tentamos tornar nosso esporte melhor para ele. Acreditamos, sim, que isso vai atrair outras montadoras no futuro, primeiro porque fazem sentido e porque farão com que a MotoGP seja ainda melhor”.
Questionado sobre se poderia crescer o número de pilotos no grid – hoje são 22 – com novas montadoras ou se caso haveria uma imposição de número máximo de motos por construtor, Carmelo disse que não pensa em um aumento, afinal, é importante manter a sustentabilidade do campeonato, isso é fator primordial.
“Temos regras e a razão pela qual um fabricante tem mais motos do que outro é porque oferecem melhores oportunidades comerciais às satélites. Para 2027, se entrarem novas montadoras, abre-se a possibilidade de independência dos times existentes, mas a ideia é manter o que temos”, confirmou.
A MotoGP volta a acelerar neste sábado, a partir de 5h10 para a definição do grid de largada do GP da França, em Le Mans. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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