Prema diz que grid ‘fechado’ da F1 para jovens “é fase”, mas lembra: “Há outras categorias”
Ao GRANDE PRÊMIO, o chefe da Prema, René Rosin, afirmou que a ausência de novatos na Fórmula 1 faz parte de um ciclo e descartou a ideia de o campeão da Fórmula 2 ter vaga garantida no grid da principal categoria do automobilismo mundial no ano seguinte
Pela primeira vez na história, a Fórmula 1 começou um campeonato com o mesmo grid do anterior. De quebra, ainda deixou de fora pelo terceiro ano seguido o campeão da Fórmula 2, porém o chefe da Prema, René Rosin, acredita que isso é muito mais uma exceção do que regra. O dirigente falou ao GRANDE PRÊMIO que se trata de ciclos naturais, mas que é sempre bom lembrar que também há vida fora da F1.
Rosin comanda uma das equipes mais bem-sucedidas das categorias de base de monopostos da Europa. Na escada rumo à F1, a Prema já teve em seu line-up nomes como Charles Leclerc e Oscar Piastri, dois campeões da F2 e que hoje estão na dita elite do automobilismo mundial.
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Nos últimos três anos, contudo, nem mesmo o campeão daquela que é considerada o degrau que antecede a F1 teve chance no grid no ano seguinte. Piastri, por exemplo, ficou ‘de molho’ em 2022 aguardando uma chance na Alpine e decidiu abraçar a oportunidade que surgiu na McLaren para a temporada 2023. Já Felipe Drugovich e Théo Pourchaire buscaram rotas alternativas para se manterem ativos.
O GP quis saber a opinião de Rosin sobre a dificuldade que jovens pilotos têm encontrado para chegar à F1, mas o dirigente ponderou. “Depende muito da situação, da dinâmica e das vagas disponíveis. No momento, não há muitas, e não dá para trocar de piloto todos os anos ou ter pilotos extras.”

“Haverá anos em que será possível contratar três pilotos da Fórmula 2 e anos em que não vai dar para contratar nenhum deles. É uma parte difícil do trabalho, e, como você mencionou anteriormente, tem sido assim, mas geralmente é um ciclo. Em breve, acredito que haverá novamente pilotos subindo da Fórmula 2 para a F1”, salientou.
Em seguida, o GP questionou Rosin se o campeão da F2 deveria ter vaga garantida na F1. O chefe da Prema afirmou que “não há necessidade disso”.
“É preciso lembrar também que não existe só a Fórmula 1, existem outras categorias profissionais a serem observadas caso não haja vagas em equipes de F1. Este é um ambiente muito competitivo e rigoroso, com oportunidades muito limitadas. A nossa tarefa como equipe é preparar os pilotos da melhor forma possível em termos de profissionalismo, para a F1 e outras categorias”, concluiu.
Na temporada 2024, Oliver Bearman marcou os primeiros 2 pontos na corrida 2 da Austrália, ao terminar em nono. Já Andrea Kimi Antonelli conseguiu pontuar em todas as rodadas já completadas, batendo na trave do pódio em Melbourne. O pupilo da Mercedes é o nono na classificação, enquanto Oliver vem em 12º. Já a Prema vem em oitavo entre as equipes, com 26 pontos.
A Fórmula 2 retorna em maio, dos dias 17 a 19, com a rodada da Emília-Romanha, a primeira da perna europeia da competição.
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