Ortolá caça Veijer, passa na última volta e vence em Assen na Moto3. Alonso é 5º
Ivan Ortolá buscou Collin Veijer nas voltas finais, achou uma grande ultrapassagem na chicane e levou a melhor no GP dos Países Baixos. David Alonso fez boa prova de recuperação e terminou em quinto
A Moto3 viu mais um final espetacular de corrida, que terminou com vitória de Ivan Ortolá com manobra na última volta em Assen, no GP dos Países Baixos. O espanhol reagiu nos giros finais, encostou em Collin Veijer — o piloto da casa — e achou uma ultrapassagem por fora na chicane que leva para a reta principal do circuito. A diferença final entre os dois primeiros foi de apenas 0s012.
O pódio em Assen ainda contou com David Muñoz. Com estilo agressivo e alguns toques em rivais, o espanhol escalou o pelotão e garantiu a terceira posição no último giro. José Antônio Rueda ficou em quarto, com David Alonso — líder do campeonato — no quinto lugar.
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Luca Lunetta acabou na sexta colocação, acompanhado por Adrián Fernández, Ángel Piqueras, Stefano Nepa e Ryusei Yamanaka. Um dos postulantes ao título, Daniel Holgado foi apenas o 11º colocado.
Após a etapa holandesa, Alonso segue na liderança do certame, com 154 pontos. Veijer subiu e assumiu a segunda posição, com 115. Holgado chegou a 111, seguido por Ortolá com 105.

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A Moto3 volta a acelerar entre 5 e 7 de julho para o GP da Alemanha, em Sachsenring, 9ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
Saiba como foi o GP dos Países Baixos de Moto3:
O céu amanheceu parcialmente encoberto em Assen neste domingo. A chuva, aliás, deu as caras ao longo da noite, alterando as condições da pista. Quando os pilotos foram para o grid, a temperatura era de 20°C, com o asfalto chegando a 31°C. A umidade relativa do ar era de 66%, com o vento soprando a 3 km/h.
No apagar das luzes em Assen, o pole Ángel Piqueras saiu bem e sustentou a liderança, com Iván Ortolá pulando para segundo, diante de Taiyo Furusato e Joel Esteban. David Alonso vinha em décimo.
Ainda nos primeiros metros da corrida, Ortolá tomou a ponta de Piqueras, que já era pressionado também por Furusato. Depois de uma largada ruim, Collin Veijer estava recomposto e vinha na quarta colocação.
Enquanto Orotlá tentava descolar do pelotão, Alonso buscava uma progressão em meio a um fim de semana apagado. Na segunda volta, o líder do Mundial vinha em sétimo, seguido não tão de perto por Daniel Holgado.
Na volta 3, Tatsuki Suzuki caiu na curba 3 e abandonou o GP dos Países Baixos. Na pista, Alonso passou Rueda e assumiu o sexto posto, coladinho em David Muñoz, o quinto.
Furusato foi ao ataque em seguida, passando Piqueras para assumir o segundo posto. Veijer seguiu o script e também deixou Ángel para trás para se instalar na primeira posição. Ortolá ia firme na ponta, mas sem vantagem importante.
Alonso chegou a descer para oitavo, superado por Rueda e Adrián Fernández, mas deu o troco rapidamente e recuperou a sexta posição. Mais à frente, Piqueras recuperou o terceiro lugar com uma ultrapassagem em cima de Veijer.
O piloto da casa, aliás, passou a sentir a pressão de Muñoz, que chegou a passar, mas sustentou a posição apenas brevemente. Alonso vinha coladinho atrás, acompanhhado por Rueda, Fernández, Ryusei Yamanaka e Dani Holgado.
Com 15 voltas para o fim, porém, a direção de prova aplicou uma punição a Alonso, que teria de entregar uma posição por ter feito uma ultrapassagem em bandeira amarela. David logo pagou a pena, mas desceu para sétimo, já que, no bolo, foi superado também por Rueda.
Na liderança da disputa, Ortolá não conseguia abrir vantagem, mas também não era pressionado por Furusato. Os dois, contudo, estavam afastados do pelotão, com Veijer mais de 0s8 atrás do japonês do Team Asia.
A situação na ponta, entretanto, mudou rapidamente. Ortolá não se livrou de Furusato, mas Veijer não só chegou, como também trouxe um mundo de gente junto. O primeiro pelotão agora tinha pelo menos dez pilotos.
Fernández também conseguiu um bom progresso, chegando à quinta colocação. Alonso voltou a sexto, diante de Piqueras, Rueda e Holgado. Veijer também atacou e assumiu o segundo posto, com Muñoz se instalando em terceiro, mas por poucos instantes, já que o troco de Furusato foi rápido.
Depois de uma longa liderança, Ortolá perdeu a ponta para Veijer, que assumiu o comando em meados da disputa. Furusato manteve o segundo posto, com Muñoz e Fernández passando Iván pouco depois.
Ortolá reagiu de imediato e voltou para a segunda colocação, grudando rapidamente em Veijer, que conseguiu se afastar pouco depois. Furusato vinha em terceiro, seguido por Muñoz, Fernández, Alonso, Piqueras e Holgado.
Taiyo passou Ortolá, recuperando mais uma vez a segunda colocação. O que durou pouco, aliás, já que o #48 passou mais uma vez. Furusato errou na sequência e desceu para sexto. Alonso, assim, apareceu em quinto.
Alonso conseguiu crescer ainda mais no final da prova e tomou o terceiro posto, atrás de Veijer e Fernández. Com cinco voltas para o fim, o #80 melhorou mais ainda, se colocando em segundo, 0s5 atrás de Collin.
Muñoz logo tomou o terceiro posto e passou a pressionar Alonso, que não tinha conseguido se aproximar de Veijer. Ortolá era o quarto, seguido por Fernández.
Com quatro voltas para o fim, Veijer abriu mais de 0s9 de margem para Alonso, encaminhando a vitória. Fernández, por outro lado, errou, escapou da linha e desceu para décimo.
Ortolá conseguiu se instalar na terceira colocação e logo passou Alonso para ser segundo. Muñoz também mergulhou e passou David, que caiu para quarto.
Com três voltas para o fim, Alonso atacou Muñoz e passou com direito a toque, retomando a terceiro posição. Atrás, Luca Lunetta avançou para a quinta posição, diante de Rueda. Holgado era só 11º.
Ortolá conseguiu cortar apenas discretamente a margem de Veijer, mas se afastou do grupo que vinha atrás, que agora era liderado por Muñoz, de novo à frente de Alonso.
Antes de fechar a penúltima volta, Alonso repassou Muñoz para retornar ao pódio. A briga entre os dois David, aliás, era especialmente atraente, pois o piloto da BOE é conhecido pela agressividade excessiva.
Na volta final, Ortolá devorou a vantagem de Veijer e passou a pressionar pela vitória. Iván atacou na chicane, tomou a ponta e venceu com só 0s012. Muñoz e Rueda conseguiram passar Alonso no finalzinho, formando o top-3.
Moto3 2024, GP dos Países Baixos, Assen, Corrida:
| 1 | I ORTOLÁ | MT Helmets Msi | 33:45.971 | 20 voltas |
| 2 | C VEIJER | Husqvarna Intact GP | +0.012 | |
| 3 | D MUÑOZ | BOE Motorsports | +2.197 | |
| 4 | J RUEDA | Red Bull KTM Ajo | +2.430 | |
| 5 | D ALONSO | CFMOTO Aspar Team | +2.460 | |
| 6 | L LUNETTA | SIC58 Honda | +2.487 | |
| 7 | A FERNÁNDEZ | Leopard Racing | +2.531 | |
| 8 | A PIQUERAS | Leopard Racing | +2.689 | |
| 9 | S NEPA | MTA KTM | +2.877 | |
| 10 | R YAMANAKA | MT Helmets Msi | +2.932 | |
| 11 | D HOLGADO | Red Bull GasGas Tech3 | +5.067 | |
| 12 | J KELSO | BOE Motorsports | +9.420 | |
| 13 | T FURUSATO | Honda Team Asia | +20.016 | |
| 14 | J ROULSTONE | Red Bull GasGas Tech3 | +27.868 | |
| 15 | J ESTEBAN | CFMOTO Aspar Team | +27.940 | |
| 16 | N CARRARO | MTA KTM | +28.140 | |
| 17 | S OGDEN | Mlav Racing | +28.201 | |
| 18 | R ROSSI | CIP KTM | +28.261 | |
| 19 | X ZURUTUZA | Red Bull KTM Ajo | +31.102 | |
| 20 | T BUSARI | Honda Team Asia | +32.446 | |
| 21 | M BERTELLE | Snipers Team Honda | +33.731 | |
| 22 | F FARIOLI | SIC58 Honda | +33.878 | |
| 23 | N DETTWILER | CIP KTM | +48.306 | |
| 24 | J WHATLEY | Mlav Racing | +52.844 | |
| 25 | D ALMANSA | Snipers Team Honda | NC | |
| 26 | T SUZUKI | Husqvarna Intact GP | NC |
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