Mercedes confirma atualizações no W15 para Hungria após vitórias seguidas na F1

Mercedes fala em "promissoras atualizações" para Hungaroring e Spa-Francorchamps, onde Toto Wolff, chefe da equipe, tem expectativas maiores do que Áustria e Inglaterra

Depois de quase dois anos, a Mercedes voltou a vencer na Fórmula 1 e emplacou duas vitórias seguidas, em sequência aberta por George Russell na Áustria e Lewis Hamilton na Inglaterra, em corrida disputada neste domingo (7). No entanto, o time quer mais triunfos e fala em promissoras atualizações para os GPs da Hungria e da Bélgica, as próximas duas etapas da temporada 2024.

Desde que o regulamento da Fórmula 1 mudou para a temporada 2022, com o conceito de efeito-solo aos carros, a Mercedes deixou de ser a equipe dominante na categoria, na qual venceu o Mundial de Construtores entre 2014 e 2021, e começou a bater cabeça na parte técnica. Toto Wolff, chefe da equipe, afirmou que o time, enfim, encontrou o caminho nas últimas semanas.

“De repente, tudo o que não fazia sentido passou a fazer sentido. Houve um momento em que, liderados por James [Allison, diretor-técnico], os dados nos deram direção e diferença [para os outros]”, declarou.

“A maneira como encontramos equilíbrio aos carros e as evoluções que desenvolvemos foram os principais motivos [de progresso]. Não existe asa dianteira milagrosa, é mais sobre como encontramos o equilíbrio”, completou.

Toto Wolff (Foto: Marco Miltenburg/Racepictures)

Ao longo desses três campeonatos, a Mercedes sempre tentou reencontrar o caminho das vitórias, mas sempre esbarrou em algum empecilho — exceto no GP de São Paulo de 2022, quando Russell saiu vencedor, sendo a única vitória da equipe até o GP da Áustria deste ano. Muitos dos problemas foram atualizações que não corresponderam as expectativas, o que parece não mais ocorrer.

Por essa razão, Wolff não esconde as expectativas para os GPs da Hungria e Bélgica, as próximas duas etapas da Fórmula 1. A Mercedes terá novas atualizações para as duas corridas antes da pausa da categorias.

“Encontramos desempenho, colocamos isso ao carro e isso se converteu em tempo de volta. Não foi o caso nos últimos dois anos. Há mais por vir. Teremos atualizações em Budapeste e Spa. No entanto, não podemos nos deixar levar. Vencemos na semana passada, beneficiados pela batida [entre Max Verstappen e Lando Norris], mas tivemos ritmo lá”, apontou o chefe da Mercedes.

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Lewis Hamilton cai nos braços de seu povo (Foto: Mercedes)

“A diferença na Áustria era quase 0s2 por volta, o que não é longe e foi o mais perto em que estivemos em muito tempo. Foi o indício de estávamos melhorando. Honestamente, não esperava [que a vitória] viria em Silverstone, pois não há quase nada novo no carro. A expectativa era mais para Budapeste e Spa”, prosseguiu.

O chefe da Mercedes ainda comentou sobre a parte final do GP da Inglaterra, no qual Hamilton encerrou o jejum de 56 corridas sem vitória na categoria. Wolff indicou um erro estratégico do time, mas que não afetou o resultado para o time.

“Tínhamos os médios. Não acreditávamos nos duros como melhor opção. Ao meus ver, a prioridade seria médios, duros e macios. Porém, nossa degradação estava boa com relação a McLaren e isso assegurou a vitória”, finalizou.

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