Acosta vê gestão “estranha” na KTM e vai à Áustria com passagem “de ida” por respostas
Pedro Acosta contou que vai pessoalmente à sede da KTM para conhecer as pessoas que trabalham no projeto da RC16 e buscar respostas de coisas que ainda não entende. O espanhol viaja sem data para voltar
Pedro Acosta decidiu abdicar das férias e ir pessoalmente à sede da KTM para buscar respostas para as dificuldades da equipe na temporada 2024 da MotoGP. O espanhol considerou que a fábrica de Mattighofen tem uma gestão “estranha” e quer conhecer as pessoas para saber exatamente o que pode exigir de quem.
A KTM fechou a primeira metade da temporada 2024 da MotoGP com 165 pontos, 150 a menos do que a Ducati, que lidera o Mundial de Construtores. Os austríacos têm a terceira posição na tabela, com dez pontos a menos do que a Aprilia, a vice-líder. A RC16, contudo, venceu pela última vez em 2022, ainda com Miguel Oliveira, que subiu ao topo do pódio do GP da Tailândia.
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Neste ano, é Acosta quem aparece melhor classificado no Mundial de Pilotos entre os representantes da marca. Com 110 pontos, o espanhol é o sexto, dois pontos a frente de Brad Binder, o sétimo. Jack Miller bem só em 16º, seguido por Augusto Fernández, o 17º.
Agora de férias, Acosta decidiu ir pessoalmente à Mattighofen para conhecer as pessoas que trabalham no projeto e entender como as coisas funcionam dentro da fábrica.

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“Tenho uma passagem de ida, mas não de volta. Vamos ver quantos dias ou semanas vou ficar por lá”, disse Acosta. “É sempre melhor conversar cara a cara. Ainda que eu esteja lá por uma semana, ou pelo tempo que seja, a cada dia surgem novas coisas a fazer e pessoas a conhecer”, seguiu.
“Apesar de vestir laranja há muito tempo, apesar de agora usar vermelho, só têm três pessoas na equipe da Moto3 e, na Moto2, tínhamos a Kalex, então não conheço as pessoas que estão trabalhando no projeto”, explicou. “É bom conhecê-los e saber quem posso explorar em determinados momentos e porque. Vou para lá com o meu engenheiro-chefe, Paul Trevathan, e Oli [Manuel Olivencia], o técnico de suspensão”, detalhou.
Ainda, Acosta abordou a saída de Fabiano Sterlacchini. No fim de semana, a KTM confirmou que o contrato do ex-Ducati, vice-presidente de tecnologia para Road Racing, não tinha sido renovado.
“O que aconteceu este fim de semana teria acontecido com ou sem ele. A conclusão que chego é que a gestão da parte de corrida da KTM é um pouco estranha, pois o Fabiano não vinha a todas as corridas. Só o vi em três eventos”, falou. “Um das razões de eu querer ir a Áustria era sentar com ele e pedir que ele me explicasse coisas que para outros pilotos podem ser muito normais, mas que eu não entendo e não achei ninguém para me explicar. É por isso que eu queria falar com ele, mas, no fim, Roma não foi construída em um único dia. Não sei se a nossa torre será como a de Pisa, mas vamos tentar deixá-la reta”, garantiu.
Acosta explicou que a prioridade dele em Mattighofen será conhecer as pessoas que trabalham com a equipe e entender como as coisas são feitas por lá.
“A primeira coisa que vou fazer é conhecer as pessoas, ver o que está acontecendo e como tudo funciona. Quando for dormir no meu primeiro dia, vou entender todos os papeis, quem está a cargo de que e o motivo de as coisas serem feitas”, detalhou. “Agora é muito fácil criticar ou pedir por coisas que eu sequer sei como são feitas no momento. Prefiro me informar primeiro e ver o motivo de as coisas serem ou não feitas, quem dá poder a quem e quem repassa para outro para que eu possa entender o caminho a seguir”, justificou.
Questionado sobre o atraso da KTM em relação à Ducati, Acosta respondeu: “Roma não foi construída em um dia. Você precisa analisar o problema. Sei que queria estar aqui e ainda estou. Ninguém me colocou na jaula do leão. É minha responsabilidade abrir uma brecha e escapar”.
A MotoGP agora entra nas férias de verão e volta apenas entre os dias 2 e 4 de agosto, para o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, 10ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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