Pilotos esperam “evitar bagunça” em estreito traçado de Interlagos no WEC
De volta a Interlagos dez anos depois, o Mundial de Endurance (WEC) propõe desafio novo aos pilotos ao colocar 37 carros em uma pista curta e rápida
As atividades de pista começam a partir desta sexta-feira (12) nas 6 Horas de São Paulo do Mundial de Endurance (WEC), em Interlagos, e a ideia dos pilotos para a corrida é fugir das confusões que a prova pode causar, sobretudo no início, em meio ao tráfego dos 37 carros — 19 protótipos e 18 LMGT3 em uma pista com pouco mais de quatro quilômetros de extensão. “Em uma corrida caótica, se você conseguir evitar a bagunça, é algo positivo para você”, diz Mick Schumacher, em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO.
A quinta prova do campeonato coloca um desafio diferente aos pilotos em São Paulo: pista rápida, menor, e possivelmente com chuva. Para Schumacher, o plano é fazer uma corrida limpa. “Interlagos é uma das minhas pistas favoritas. Com o WEC não sei exatamente o que esperar porque é tudo novo e diferente, mas tenho certeza que na pista vai ser divertido como é na Fórmula 1. Então espero ter um bom fim de semana para performar bem. Nosso plano é ter uma corrida limpa para lutar pelas primeiras posições e nos pontos. Temos tudo o que é preciso para estar lá”, afirmou o alemão.
Sébastien Buemi, piloto do carro #8 da Toyota, pensa parecido. “Parece que durante a corrida vai estar seco, mas até lá tem altas chances de chover. Novamente, para todos vai ser a mesma coisa. Então para a gente é preciso evitar os erros e passar os GTs da forma mais eficiente possível”, opinou.
Maxime Martin, da WRT, também espera dificuldade do lado dos carros LMGT3. “Vai ser bem novo com tantos carros. A pista aqui é estreita, então será difícil, muito exigente em termos de tráfego e concentração. Precisamos entender primeiro a pista nos treinos livres”.

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O único que pensa diferente é Kamui Kobayashi, do Toyota #7. “Não, acho que não haverá problema. Temos mais hipercarros que costumava ser, um pouco mais que os GTs e menos tráfego. Acho que só precisamos não nos enganar durante a corrida. Temos mais experiência do que qualquer outra equipe, eu diria. Estamos buscando potencial aqui”, explicou o japonês.
A última vez que o WEC esteve no Brasil foi há quase 10 anos, em novembro de 2014, também em Interlagos. Por isso, o circuito será novidade para a maioria dos pilotos da classe dos hipercarros e da LMGT3. A prova marcou presença no cronograma da categoria entre 2012 e 2014, até problemas relacionados com a promotora gerarem o fim do casamento. Uma tentativa de resgatar a prova chegou a ser confirmada para 2020, mas novas divergências entre WEC e promotor cancelaram o plano.
O GRANDE PRÊMIO cobre in loco as 6 Horas de São Paulo com Victor Martins, João Pedro Nascimento, Pedro Luis Cuenca, Luana Marino, Bernardo Castro, Kaio Esteves, Vicente Soella, Carol Vergílio e Rodrigo Berton. A equipe de transmissão terá Matheus Pinheiro na transmissão e comentários de Bruno Taiar e Ricardo Acuri. No sábado (13), a transmissão do TL3 na GP TV, o canal do GRANDE PRÊMIO no YouTube, abre às 10h20 (de Brasília, GMT-3), enquanto a classificação será às 14h20. No domingo (14), o GP começa a transmissão das 6 Horas de São Paulo às 11h, com largada prevista para as 11h30.
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