Haas assina com Ocon e completa dupla de pilotos para temporada 2025 da Fórmula 1

Esteban Ocon foi anunciado pela Haas como parceiro de Oliver Bearman na temporada 2025 da Fórmula 1. Assim, o francês parte para a sexta temporada consecutiva na categoria máxima do esporte a motor mundial

Esteban Ocon foi mais uma peça a se mover no mercado de pilotos da Fórmula 1 2025. Nesta quinta-feira (25), o francês finalmente foi anunciado pela Haas, em movimento que já era esperado antes mesmo da confirmação de que Ocon não ficaria na Alpine para o ano que vem. O acordo, como de praxe na categoria, é multianual.

Desta forma, a equipe americana se torna mais uma a fechar dupla de pilotos para 2025: Ocon vai formar par com o novato Oliver Bearman, protegido da Ferrari que sobe direto da Fórmula 2.

“Estou muito satisfeito por termos assegurando Esteban Ocon na Haas”, começou o chefe do time, Ayao Komatsu, no comunicado oficial enviado à imprensa. O japonês ainda recordou-se dos tempos de Lotus, quando foi engenheiro de corrida do francês. “Ele exibiu o talento fruto dos fortes desempenhos nas categorias de base na época, pois havia acabado de vencer a Fórmula 3 Europeia em 2014.”

“Esteban tornou-se um talento estabelecido na Fórmula 1 e, claro, um vencedor de GPs. A experiência que ele traz, não apenas do próprio talento, mas também do trabalho ao lado de uma equipe de fábrica, será vantajosa para nosso crescimento como organização. Era vital que tivéssemos um piloto com experiência ao lado de Oliver Bearman no próximo ano, mas Esteban tem apenas 27 anos — ainda é jovem e tem muito a provar também. Acho que temos uma dupla de dinâmica e faminta e estou ansioso para receber Esteban na Haas em 2025”, acrescentou.

Esteban Ocon ainda não definiu destino na F1 em 2025 (Foto: Alpine)

O proprietário Gene Haas, por sua vez, também citou a importância de suprir a ausência de Nico Hülkenberg com um ‘piloto com pedigree’ na F1, e Esteban “sem dúvida se enquadra nessa missão”.

“Nas equipes em que competiu, ele provou ser alguém que está continuamente na briga e marcando pontos — é essa continuidade que queremos capitalizar à medida que buscamos maiores ganhos de desempenho na pista. Temos uma mistura de juventude e experiência em nossa futura formação de pilotos e estou animado para ver os resultados.”

Ocon também rendeu elogios à nova casa e se disse animado para se juntar “a uma equipe ambiciosa, cujo espírito, ética de trabalho e trajetória ascendente inegável realmente impressionam”.

“Gostaria de agradecer a Gene Haas e Ayao Komatsu pela confiança e apoio e pelas nossas conversas honestas e frutíferas nestes últimos meses. Pelo lado mais pessoal, estou muito feliz por trabalhar com Ayao novamente, já que ele fez parte da minha estreia quando entrei pela primeira vez num carro de Fórmula 1 durante meus tempos de Lotus Junior, há mais de dez anos. A Haas tem planos animadores e metas claras para o futuro, e estou muito ansioso para trabalhar com todos em Kannapolis, Banbury e Maranello e ser parte deste grande projeto”, encerrou.

Esteban teve ótima carreira nas categorias de base. Terceiro colocado na F-Renault 2013, em classe que tinha Pierre Gasly, Oliver Rowland, Jake Dennis, Nyck de Vries e outros bons nomes, o francês foi campeão na F3 Europeia 2014, destronando Max Verstappen. No ano seguinte, levou a GP3, batendo Luca Ghiotto. A subida para a F1 veio na metade de 2016, com a nanica Manor.

No pior time do grid, Ocon impressionou em pouco tempo, em um duelo que era basicamente por sobrevivência no programa da Mercedes: Esteban seguiu em frente, enquanto Pascal Wehrlein foi trilhar outros caminhos pouco mais tarde.

Esteban, então, seguiu para a Force India, onde encarou novo duelo por sobrevivência. Mas não levou a melhor. Ainda que tenha tido ótimos momentos, protagonizou uma feroz guerra interna com Sergio Pérez, que era quem tinha o patrocínio. Em uma equipe muito mal das pernas, o mexicano era fundamental. E Ocon ficou pelo caminho quando a família Stroll chegou.

Depois de uma temporada afastado das pistas como reserva da Mercedes, o retorno veio pelas mãos da Renault, em 2020. No primeiro ano, um pódio no GP do Sakhir, vencido justamente por Pérez. E a permanência na equipe até hoje, sob o nome de Alpine.

Ao todo, por Renault e Alpine, foram cinco temporadas de altos e baixos, com o oitavo lugar em 2022 como melhor posição final, mas o momento de glória em 2021: a vitória no caótico GP da Hungria.

Em 2024, em meio a uma crise grave interna da Alpine, Ocon tem 3 pontos anotados, 3 a menos que Gasly, desafeto de longa data e companheiro de equipe. Pierre, aliás, segue com o time francês para 2025, mas ainda não tem parceiro anunciado.

Carregada por Hülkenberg, que segue para a Sauber/Audi em 2025, a Haas tem 27 pontos anotados, em sétimo no Mundial de Construtores. Kevin Magnussen, por sua vez, ainda não tem contrato para o ano que vem.

Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!