McLaren sugere mudanças no uso do sistema híbrido: “Mais problemas que o necessário”

Chefe da McLaren, Gavin Ward sugeriu que sistema híbrido esteja sempre habilitado para utilização após problemas com Jack Harvey e Colton Herta em Iowa

Gavin Ward, chefe da McLaren na Indy, sugeriu mudanças no uso do sistema híbrido após problemas na classificação para a rodada dupla de Iowa, disputada no último final de semana. O dirigente pediu para que o conjunto esteja liberado desde a saída dos boxes para que não se repita as falhas vistas na classificação no oval da cidade de Newton.

O novo sistema híbrido, integrado aos carros durante a etapa de Mid-Ohio, realizada no início do mês, pode ser habilitado na classificação. No entanto, em Iowa, estaria habilitado aos carros a potência extra somente após abrirem a primeira volta rápida. O processo falhou nos casos Jack Harvey e Colton Herta, que não puderam acionar o sistema.

Por essa razão, o piloto da Dale Coyne fez outras duas novas tentativas para registrar tempo — o problema se repetiu na segunda entrada na pista —, enquanto o representante da Andretti, com a pole da corrida 1, optou por permanecer com os tempos que obteve.

O chefe da McLaren sugeriu uma mudança que, aparentemente, seria simples: deixar liberado o sistema em todo tempo. Caso algum piloto utilize antes do permitido, os comissários e direção de prova avaliam os lances para punir o possível infrator.

Colton Herta teve problemas na classificação em Iowa (Foto: IndyCar)

“Apenas deixe liberado [o uso do sistema]. Isso está causando mais problemas do que o necessário pela complexidade em saber se pode ou não usar [a energia híbrida], que é liberada pela cronometragem”, declarou o chefe da McLaren.

“Esse habilitar ou desabilitar causou problemas recentemente e, na minha opinião, não vejo razão para deixar deixar o sistema desligado [antes de abrir a volta]. Se eles [Indy] não querem que use nos boxes, vamos ligar o motor com auxílio externo, como sempre foi”, completou Ward.

Com uma pitada de ironia, Ward relembrou que os pilotos da Indy administram uma série de fatores em altíssimas velocidades, que não haveria problema em deixar apto o sistema híbrido antes do permitido.

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Motor híbrido da Honda em destaque durante teste em Indianápolis (Foto: IndyCar)

Porém, vale lembrar que usar um sistema antes do que o regulamento permite deu muito pano pra manga na temporada 2024 da Indy. A Penske burlou as regras na etapa que abriu o campeonato, em St. Pete, e os carros do time podiam usar o push-to-pass antes da linha de chegada nas largadas e relargadas. Josef Newgarden, então vencedor, e Scott McLaughlin foram desclassificados por acionar o botão de ultrapassagem antes do que podia, enquanto Will Power, que não fez uso do conjunto, perdeu dez pontos no campeonato.

“Talvez, estejam temerosos que os pilotos usem no pit-lane, se distraiam com a tela [do volante] ou qualquer outra coisa enquanto está nos boxes. Mas os pilotos administram centenas de cavalos de potência e muitos fatores complexos. Acho que podemos confiar que vão saber quando devem usar. Se usarem [antes do permitido], que recebam as sanções”, encerrou o chefe da McLaren.

Indy retorna neste final de semana, com a 12ª etapa da temporada 2024, com o GP de Toronto, o único fora dos Estados Unidos. O evento nos circuito de rua da cidade canadense tem cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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