ALTOS E BAIXOS DA 1ª PARTE DA F1 2024

ALTOS E BAIXOS DA 1ª PARTE DA F1 2024

A corrida da F1 em Spa-Francorchamps foi a última antes de a categoria partir para as férias de verão.

E com 14 etapas completadas, a temporada 2024 da Fórmula 1 já conta com histórias interessantes.

A melhor, possivelmente, é sobre o equilíbrio técnico. O regulamento finalmente parece ter surtido efeito e as corridas se tornaram completamente imprevisíveis.

Graças ao equilíbrio, a temporada já teve sete pilotos de quatro equipes diferentes no topo do pódio. É o maior número de vencedores desde 2012.

Apesar de agora a briga estar parelha, a Red Bull começou 2024 como a força a ser batida e venceu sete das primeiras dez corridas.

Mas o RB20 perdeu força ao longo do ano. Com isso, as fraquezas de Sergio Pérez ficaram ainda mais escancaradas. 

O mexicano é apenas o sétimo na classificação e é o único piloto entre as principais equipes que não venceu corrida.

Com a queda da Red Bull, a McLaren se tornou a força a ser batida na F1 2024 — embora não domine a categoria.

O time britânico não sabe gerir corridas e se atrapalha com frequência nas estratégias. 

Por isso, venceu em apenas duas oportunidades.

Lando Norris, principal nome da McLaren, também não ajuda. 

Além de não ser muito combativo, larga muito mal e isso compromete seu resultado final.

Se Norris não consegue fazer muito com o melhor carro, quem entrega tudo mesmo sem o melhor equipamento é Max Verstappen.

Mesmo com a queda da Red Bull, o tricampeão quase sempre se coloca em posição de brigar pela vitória. 

Além disso, ele carrega o time na briga pelo Mundial de Construtores.

A Ferrari, por sua vez, começou o ano como segunda força e venceu na Austrália e em Mônaco, mas depois desandou.

Apesar de ter ensaiado uma briga pelo Mundial de Construtores, hoje a Ferrari é apenas a quarta força.

Falando em Ferrari, Oliver Bearman foi uma grata surpresa na F1 2024.

Substituindo Carlos Sainz no GP da Arábia Saudita, o britânico teve um bom desempenho e terminou a prova em sétimo.

O resultado foi um grande diferencial para que a Haas o confirmasse para 2025.

E por falar em Haas, o time vive bom momento sob o comando de Ayao Komatsu.

Contando com um também forte Nico Hülkenebrg, a equipe é a sétima colocada no Mundial de Construtores com 27 pontos.

O alemão, no entanto, confirmou que vai para a Sauber — que vira Audi em 2025 —, no ano que vem. 

A Sauber é o pior da temporada e não dá sinais de reação.

Em um cenário parecido, mas um pouco melhor, está a Alpine.

O time começou como o pior carro do ano, mas evoluíram a ponto de se colocarem em oitavo entre os construtores.

O motor, no entanto, continuou defasado e a Renault confirmou que vai deixar o esporte no fim de 2025. Uma grande perda para a Alpine e para a F1.

Por fim, a Mercedes se mostrou como uma surpresa positiva. 

Apesar do começo de temporada complicado, o time evoluiu e se colocou em posição de brigar por vitórias.

Isso permitiu a Lewis Hamilton quebrar o jejum que durava desde 2021 e voltar a vencer corridas. 

O heptacampeão já venceu em duas oportunidades em 2024.

A F1 retoma suas atividades entre 23 a 25 de agosto em Zandvoort, na Holanda